A Diabetes

A Diabetes

Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca-a no quarto lugar das principais causas de morte nos países desenvolvidos, atribuindo ao nosso país uma das taxas mais elevadas na Europa: “13 por cento dos portugueses têm diabetes e 27 por cento tem pré-diabetes (condição que precede o aparecimento da diabetes), o que representa 40 por cento da população portuguesa afetada por esta doença.”

Por Marisa Ferreira

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diabetes mellitus é uma doença caracterizada por hiperglicemia - excesso de açúcar no sangue, crónica e a existência de níveis relativamente elevados de açúcar pode, por si só, não levar ao aparecimento de sintomas imediatos e, por isso, a pessoa tem a falsa sensação de que está bem.”

Quando se manifesta de forma prolongada, a hiperglicemia pode dever-se à falta de insulina ou a uma resistência do organismo à sua ação. As repercussões na saúde são várias, bem como a gravidade. A hiperglicemia continuada, quando não controlada, pode levar ao aparecimento de complicações em vários órgãos sendo particularmente afetados os olhos, os rins e os nervos, existindo ainda o risco acrescido de 
doenças cardiovasculares. A diabetes ainda é a principal causa de doença renal crónica com necessidade de hemodiálise e causa de números significativos de cegueira e amputações.”

Tipos de diabetes

Existem três tipos mais comuns: a diabetes tipo 1, tipo 2 e a diabetes gestacional.

A diabetes tipo 1 surge maioritariamente em crianças e jovens. Deve-se a uma destruição autoimune do pâncreas, ou seja, o organismo produz células que vão atacar o próprio pâncreas com consequente ausência da produção de insulina.

Já a diabetes tipo 2, representa 95% dos casos e afeta sobretudo adultos a partir dos 50 anos.”

A diabetes gestacional, que pode ocorrer durante gravidez e geralmente desaparece após o parto, aumenta o risco de, mais tarde, a mãe e o bebé desenvolverem diabetes tipo 2.

Sinais de alarme

O aparecimento da diabetes tipo 1 é repentino e provoca sintomas como micções frequentes, sede excessiva, muita fome, emagrecimento rápido, sensação de fadiga e dores musculares, náuseas, vómitos ou dores de cabeça.

A diabetes tipo 2 surge devagar e as queixas não serem muito pronunciadas pelo paciente- sede, urinar frequentemente, cansaço, comichão intensa (especialmente na região genital) e, em alguns casos, perda de peso. Em fases tardias, poderão existir complicações como problemas sexuais, mãos e pés dormentes ou com formigueiro ou diminuição da visão.

Na diabetes gestacional, os sintomas podem incluir a necessidade de urinar com mais frequência, muita fome, sede e visão turva.


Intolerância à Lactose

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Intolerância à Lactose?

Todos nós já ouvimos falar de intolerância à lactose, mas será que sabemos realmente o que significa?
Neste artigo explicamos-lhe o que acontece quando o organismo tem dificuldade em processar o açúcar que está presente no leite e nos seus derivados, os sinais de alarme e como tratar este problema.

Por Marisa Ferreira.

O que é a intolerância à lactose?
Por vezes, o açúcar que está presente no leite e nos seus derivados – a lactose – não é bem digerido pelo organismo, devido à incapacidade do intestino delgado produzir quantidades suficientes de lactase, a enzima necessária para processar a lactose. Esta insuficiência enzimática provoca intolerância à lactose, que se traduz em sintomas como distensão abdominal (inchaço), náuseas, cólicas, flatulência e diarreia, após a ingestão de alimentos ou bebidas que têm na sua composição este tipo de açúcar.
Em Portugal, segundo a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, cerca de 30% da população sofre de intolerância à lactose. Esta poderá surgir logo nos primeiros anos de vida, quando já há uma propensão genética. Noutros casos, surge mais tarde, «quando a intolerância é desenvolvida ao longo da vida, devido a determinadas doenças gastrointestinais ou cirurgias».

Fatores de risco
Com o processo de envelhecimento há também uma diminuição gradual da produção da enzima láctase, o que leva a que a idade avançada seja um importante fator de risco, assim como a etnia, visto a intolerância à lactose ser mais comum em negros, asiáticos e hispânicos.
O tipo e a quantidade de bactérias presentes na flora intestinal de cada pessoa também poderão estar relacionados com o desenvolvimento da intolerância à lactose. Por outro lado, algumas patologias que afetam o intestino delgado podem causar alterações na produção de lactase. As gastroenterites virais ou bacterianas, os tratamentos com quimioterapia, a diabetes em fase mais avançada, a doença celíaca ou a doença de Crohn são alguns exemplos.

Diagnóstico e tratamento
«Um correto diagnóstico é fundamental, porque os sintomas podem ser confundidos com outro tipo de patologias do trato gastrointestinal», alerta Paula do Carmo Martins. O diagnóstico inclui a história clínica e queixas do paciente, mas também poderá envolver a realização de exames complementares, como o teste de tolerância à lactose, entre outros.
A redução da quantidade de lactose ingerida é também uma das primeiras estratégias aconselhadas pelos especialistas e também umas das mais eficazes para diminuir alguns sintomas. Depois de confirmada a intolerância à lactose, deverá ser iniciado o tratamento. Este passa por retirar todos os alimentos que contenham lactose da dieta alimentar, durante um determinado período de tempo. Nesta fase, a intervenção e o acompanhamento de um nutricionista é fundamental.
«É importante haver uma avaliação nutricional porque, com frequência, esta é uma fase de moderado risco nutricional, com uma baixa ingestão de cálcio, que aumenta o risco de osteoporose, bem como de perda de peso e desnutrição». É também o nutricionista que aconselhará os alimentos a evitar e as quantidades adequadas de lactose a ingerir, de acordo com o perfil de cada pessoa.