17 January 2016

Stévia

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(In Portal TuaSaúde)

Stévia
A stévia, também conhecida como estévia, açúcar verde e capim doce, é uma planta medicinal que pode ser utilizada para substituir o açúcar ou o mel em sucos, chás e algumas receitas.  Ela se assemelha a uma erva que pode ter até 120 cm de altura com flores de cor branca.
A stévia pode ser comprada em algumas lojas de produtos naturais e feiras livres. Seu nome cientifico é Steviarebaudiana.

Para que serve a Stévia
A stévia serve para o tratamento de dor de dente, azia, diabetes, depressão, fadiga, infecções, candidíase, inflamações na gengiva, reduz a pressão arterial e reduz a necessidade de cigarro e do álcool.

Propriedades da Stévia
A stévia possui propriedade adoçante, hipoglicêmica, hipotensiva, estimulante, digestiva, tônica, diurética, antibacteriana e antifúngica e previne a cárie dentária.

Modo de uso da Stévia
A Stévia pode ser usada em forma de chás, adoçantes em pó ou líquido, cápsulas, tinturas, gomas de mascar e enxaguante bucal.
    Efeitos colaterais da Stévia
    A stévia pode acelerar os batimentos cardíacos e se ingerida em doses elevadas pode abaixar a pressão arterial.
    Contraindicações da Stévia
    Não são conhecidas contraindicações para o uso de stévia.

    Cancro. O que é?

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    (In Portal da Saúde)


    Saiba o que é o cancro, como pode ser detectado precocemente e quais os factores de risco.


    O tempo é determinante no combate ao cancro. Informe-se e, pela sua saúde, consulte o médico quando suspeitar dessa situação. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.

    O que é o cancro?
    A palavra cancro é utilizada genericamente para identificar um vasto conjunto de doenças que são os tumores malignos.
    Os tumores malignos são muito diversos, havendo causas, formas de evolução e tratamentos diferentes para cada tipo. Há, porém, uma característica comum a todos eles: a divisão e o crescimento descontrolado das células.
    Todos os tumores são cancros?
    Não.
    Existem dois tipos de tumores: os benignos e os malignos. Neoplasia é também uma designação frequente para tumor.
    Os tumores malignos, ao contrário dos tumores benignos, possuem duas características potenciais, que podem ou não estar expressas na altura em que a doença é diagnosticada:
    • Podem-se espalhar por metástases, isto é, aparecer tecido tumoral noutros órgãos diferentes daquele de onde se origina (por exemplo: fígado, pulmão, osso, etc);
    • Podem infiltrar outros tecidos circunvizinhos, incluindo órgãos que estão próximos.
    Os tumores malignos são aqueles a que normalmente chamamos cancro. As doenças cancerosas são também designadas por oncológicas.
    Como surge o cancro?
    O cancro surge quando as células normais se transformam em células cancerosas ou malignas. Isto é, adquirem a capacidade de se multiplicarem e invadirem os tecidos e outros órgãos.
    A carcinogénese, o processo de transformação de uma célula normal em célula cancerosa, passa por diferentes fases. As substâncias responsáveis por esta transformação designam-se agentes carcinogéneos. São exemplos de carcinogéneos as radiações ultravioletas do sol, os agentes químicos do tabaco, etc.
    Para que se desenvolva um cancro é necessário que, de forma cumulativa e continuada, se produzam alterações celulares durante um largo período de tempo, geralmente durante anos.
    Como resultado, cresce o número de células que apresentam alterações de forma, tamanho e função e que possuem a capacidade de invadir outras partes do organismo.
    Como é que se diagnostica um cancro?
    Um cancro pode ser suspeitado a partir de várias pistas: as queixas que o doente refere, a observação médica, diversos exames médicos (análises, TAC - tomografias axiais computorizadas e muitos outros – a definir consoante a circunstância) ou as achadas numa cirurgia.
    Mas para confirmar o diagnóstico de um cancro é geralmente necessário uma amostra do tumor (biópsia). A análise dessa amostra permite determinar se a lesão é um cancro ou não. Este estudo dos tecidos (análise histológica)  permite classificar e saber, na maioria dos casos, quais são os tecidos e as células das quais provém o tumor e quais são as características das mesmas. Por vezes é possível diagnosticar ou suspeitar de um cancro através da análise de células colhidas em locais de acesso superficial (citologia exfoliativa de, por exemplo, o colo do útero) ou por punção com aspiração das células (citologia aspirativa) Estes factores são fundamentais para determinar o tratamento mais adequado em cada caso.

    Quais são os tipos de cancro?
    Os cancros classificam-se de acordo com o tipo de células avaliado pela anatomia patológica, em:
    • Carcinoma - Tumor maligno que se origina em tecidos que são compostos por células epiteliais, ou seja, que estão em contacto umas com as outras, formando estruturas contínuas, como, por exemplo, a pele, as glândulas, as mucosas. Aproximadamente 80 por cento dos tumores malignos são carcinomas.
    • Sarcoma - Tumor maligno que tem origem em células que estão em tecidos de ligação, por exemplo ossos, ligamentos, músculos, etc. Nestes, as células estão unidas por substância intercelular e não são epitélios, são tecidos conjuntivos.
    • Leucemia - Vulgarmente conhecida como o cancro no sangue. As pessoas com leucemia apresentam um aumento considerável dos níveis de glóbulos brancos (leucócitos). Neste caso, as células cancerosas circulam no sangue e não há normalmente um tumor propriamente dito.
    • Linfoma - Cancro no sistema linfático. O sistema linfático é uma rede de gânglios e pequenos vasos que existem em todo o nosso corpo e cuja função é a de combater as infecções. O linfoma afecta um grupo de células chamadas linfócitos. Os dois tipos de linfomas principais são o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin.

    É possível detectar o cancro precocemente?
    Alguns tipos de cancro podem ser detectados precocemente.
    A detecção precoce e o tratamento adequado imediato levam ao prolongamento do tempo de vida. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.

    Quais são os métodos de detecção precoce?
    Consoante o tipo de tumor existem exames que podem permitir uma detecção precoce de alguns cancros. Para alguns tumores justifica-se a realização de exames de rotina a toda a população em risco para a detecção precoce de neoplasia. O tipo de exame varia consoante o tumor que se procura. Por exemplo, mamografia (radiografia das mamas) para o cancro da mama feminina ou citologia (exame das células) do colo do útero ou, ainda, pesquisa de sangue nas fezes para o cancro do intestino grosso (cólon). Nem todos os tumores justificam exames de rotina para a sua detecção em população sem sintomas ou sinais de suspeição. O seu médico saberá quais os exames indicados e os momentos adequados para os fazer.

    Quais são os sintomas a que se deve estar atento?
    Os sintomas que acompanham com maior frequência os diferentes tipos de cancro e para os quais deve estar atento são:
    • Nódulo (caroço) ou dureza anormal no corpo. A maioria dos nódulos ou úlceras pode dever-se a manifestações benignas, mas não deve descurar a hipótese de se tratar de uma lesão maligna.
    • Dor persistente no tempo (que não desaparece com analgésicos) e da qual deve informar o seu médico.
    • Sinal ou verruga que se modifica.
    • Perda anormal de sangue ou outros líquidos. Uma hemorragia vaginal, urinária, pelas fezes, na expectoração, etc., pode ser um sintoma de uma doença benigna, mas também pode ser sintoma de um tumor maligno que se origina no útero, vagina, cólon ou pulmão.
    • Tosse ou rouquidão persistente. Tosse ou rouquidão que persiste mais de duas semanas e que não desaparece com tratamento sintomático deve ser analisada por um otorrinolaringologista. Deve ter especial atenção se é fumador.
    • Alteração nos hábitos digestivos, urinários ou intestinais. Na maioria das ocasiões pode tratar-se de uma lesão benigna. A modificação dos hábitos intestinais, a alternância dos mesmos e a alteração da cor das fezes podem indicar a necessidade de um estudo para descartar a existência de um cancro colorectal.
    • Perda de peso não justificada. A perda de peso sem fazer dieta, mantendo os mesmos hábitos alimentares e sem aumentar a actividade física deve ser valorizada.




    Que testes de rastreio devem ser feitos?
    De acordo com uma Recomendação do Conselho da União Europeia à Comissão e aos Estados Membros, devem ser feitos os seguintes testes de rastreio:
    • Rastreio do cancro do colo do útero: realização do Teste de Papanicolau - a iniciar entre os 20 e os 30 anos;
    • Rastreio do cancro da mama: realização de mamografia nas mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos;
    • Rastreio do cancro colorectal: pesquisa de sangue oculto nas fezes em homens e mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos.
    A ocorrência de determinadas doenças prévias no indivíduo e, especialmente, a ocorrência de determinadas doenças oncológicas em familiares próximos podem justificar um plano de rastreio diferente, a definir pelo médico

    Factores de risco e formas de prevenção
    De acordo com o código europeu contra o cancro (CECC).
    • Fumar. Não fume. Se é fumador, deixe de o ser o mais rapidamente possível. Não fume na presença de não fumadores.
    • Obesidade. Evite a obesidade.
    • Pratique, diariamente, exercício físico.
    • Aumente a ingestão diária de vegetais e frutos e limite a ingestão de alimentos contendo gorduras animais.
    • Modere o consumo de bebidas alcoólicas, tais como cerveja, vinho e bebidas espirituosas.
    • Evite a exposição demorada ou excessiva ao sol. É importante proteger as crianças, os adolescentes e os adultos com tendência para queimaduras solares.
    • Cumpra as instruções de segurança relativas a substâncias ou ambientes que possam causar cancro.
    • As mulheres devem participar no rastreio do cancro do colo do útero (Papanicolau).
    • As mulheres devem participar no rastreio do cancro da mama.
    • As mulheres e os homens devem participar no rastreio do cancro do cólon e do recto.
    • Participe em programas de vacinação contra a Hepatite B de acordo com as normas da Direcção-Geral da Saúde.

    Depressão.

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    (In Portal CUF)

    Depressão, o que deve saber


    A depressão é uma doença que requer tratamento, daí a importância de procurar ajuda especializada o mais precocemente possível. Embora não existam dados exatos em relação à frequência da depressão em Portugal, estima-se que as formas mais graves de depressão afetem entre 2 a 3% dos homens e entre 5 a 9% das mulheres. Tratando-se de formas mais ligeiras de depressão, a percentagem aumenta para mais de 20%.
    Fique a par da diferença entre tristeza e depressão, os sinais a que deve estar atento/a e as terapêuticas disponíveis.
     
    Depressão vs. tristeza
    A depressão não deve ser confundida com tristeza, embora esta seja um dos sintomas de depressão. No entanto, geralmente, a tristeza surge como reação a um determinado acontecimento e é temporária, enquanto a depressão persiste se não houver tratamento, causando sofrimento e interferindo nas atividades diárias, no rendimento profissional e na esfera familiar.
     
    Causas da depressão
    Acontecimentos traumáticos podem desencadear a depressão ou promover episódios depressivos. Hoje sabe-se também que o tipo de personalidade e a forma como lidamos com as adversidades pode estar ligado a uma menor ou maior predisposição para a depressão. A nível geral, a depressão parece resultar de uma combinação de fatores do foro genético, ambiental, biológico e psicológico.
     
    Sintomas de depressão: aprender a reconhecê-los
    Segundo o DSM-IV-TR (guia para classificação de doenças mentais) podemos classificar a Depressão segundo os seguintes critérios:
    A. Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estiveram presentes durante o mesmo período de 2 semanas e representam uma alteração a partir do funcionamento anterior; pelo menos um dos sintomas é (1) humor deprimido ou (2) perda do interesse ou prazer.
    1. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, indicado por relato subjectivo (por ex., sente-se triste ou vazio) ou observação feita por outros (por exemplo, chora muito);
    2. Interesse ou prazer acentuadamente diminuídos por todas ou quase todas as actividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicado por relato subjectivo ou observação feita por outros);
    3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar em dieta (por ex., mais de 5% do peso corporal em 1 mês), ou diminuição ou aumento do apetite quase todos os dias;
    4. Insónia ou hipersónia quase todos os dias;
    5. Agitação ou lentificação psicomotora quase todos os dias;
    6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias;
    7. Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode ser delirante), quase todos os dias;
    8. Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se, ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjectivo ou observação feita por outros);
    9. Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio.
    Nota: Não incluir sintomas nitidamente devidos a uma condição médica geral oualucinações ou delírios incongruentes com o humor.
     
    B. Os sintomas não satisfazem os critérios para um Episódio Misto.
     
    C. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
     
    D. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos directos de uma substância (por exemplo droga de abuso ou medicamento) ou de uma condição médica geral (por exemplo, hipotiroidismo).
    • Sentimentos de tristeza e aborrecimento;
    • Irritabilidade, tensão ou agitação;
    • Preocupação, receios infundados e insegurança;
    • Sensação de aflição;
    • Sentimentos de culpa e de autodesvalorização;
    • Alterações da concentração, memória e raciocínio;
    • Pouca energia;
    • Cansaço e lentidão;
    • Perda de interesse e prazer nas atividades diárias;
    • Alterações do sono e do desejo sexual;
    • Variações do peso;
    • Sintomas físicos não devidos a outra doença (dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crónica, mal-estar geral);
    • Ideias de morte e de suicídio/tentativas de suicídio.
     
    Tipos de depressão
    Para classificarmos qualquer tipo de depressão temos sempre que considerar o espaço de duas semanas. A depressão Minor trata-se de uma depressão com menos sintomas dos referidos a cima e a Major com mais sintomas e maior carga emocional.
     
    Procurar ajuda
    É importante frisar que o doente não se deve culpabilizar por se sentir deprimido (nem os outros devem culpabilizá-lo). Quando os sintomas de depressão persistem por algumas semanas é necessário procurar ajuda médica para que a doença possa ser tratada numa fase ainda precoce e os sintomas não se agravem. Os familiares e amigos têm um papel fundamental no reconhecimento dos sintomas e devem aconselhar o doente a procurar tratamento o mais cedo possível.
     
    Tratar a depressão
    O diagnóstico de depressão é realizado com base na observação, queixas e história clínica do doente. A terapêutica pode incluir a psicoterapia e/ou a toma de fármacos (como os antidepressivos, entre outros). O tratamento é sempre individualizado e só o médico pode prescrever o fármaco mais adequado a cada caso. O apoio familiar e social continua a ser muito importante ao longo de todo o processo.
     
    Segundo a APA (American Psychiatric Association) os tratamentos para a depressão deverão sempre incluir psicoterapia e farmacoterapia.
     
    Existem diferentes correntes psicoterapêuticas: analíticas, cognitivo-comportamentais, entre outras. O paciente deverá procurar a que se sente mais identificado.

    Osteopatia Craniana e Terapia Crânio Sacra

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    Osteopatia Craniana e Terapia Crânio Sacra

    (por Dra Anabela Cordeiro)


    A Terapia Craniossacral também conhecida por crânio sacra com origem na Osteopatia Craniana, é uma técnica manual suave que ajuda a detectar e corrigir desequilíbrios no sistema craniossacral, que podem causar disfunções sensoriais, motoras ou neurológicas. Promove a vitalidade e o bem-estar geral, regulando o funcionamento do sistema nervoso central e autónomo.
    O sistema craniossacral é constituído pelas meninges, fluido cerebrospinal, os ossos do crânio e o osso sacro que se localiza na base da coluna vertebral. É um sistema extremamente importante no corpo humano, uma vez que por ele passa quase toda a informação nervosa e tem uma relação muito íntima com os sistemas nervoso, músculo-esquelético, vascular, endócrino e respiratório.

    O tratamento consiste na normalização das estruturas fisiológicas do crânio, coluna vertebral, sacro, cóccix e de todo o corpo. Através da terapia craniossacral, influenciam-se todas as estruturas internas, como órgãos e vísceras

    A terapia craniossacral é suave, delicada através da qual se trabalha o corpo profundamente para restabelecer o equilíbrio psicossomático e promover a autocura inerente ao corpo humano.

    Entre outras é muito eficaz no tratamento de dores agudas e crónicas, enxaquecas, dores de coluna, hérnias discais, whiplash, disfunções da ATM, fadiga crónica, problemas visuais, problemas auditivos, zumbidos nos ouvidos, problemas menstruais, alterações gastro-intestinais, problemas circulatórios, labirintites, dificuldades de coordenação motora, hiperactividade, distúrbios de atenção, dificuldade de aprendizagem, tensões musculares, stress, depressão, insónia, ansiedade, irritabilidade, esclerose múltipla, dislexia, parkinsosn, autismo e outros distúrbios do sistema nervoso central, depressão. É também indicada como complemento no tratamento de traumas, choques e acidentes; e como terapia preventiva por aumentar a resistência do Sistema Imunológico e a capacidade e auto-cura natural do corpo, ajudando nas questões do envelhecimento e desequilíbrios hormonais.

    Dependendo do paciente os efeitos do tratamento podem ser imediatos e/ou cumulativos, eliminando em vários casos a necessidade de cirurgias e reduzindo o uso de medicamentos. Os pacientes mais jovens respondem mais rapidamente ao tratamento, e os casos crónicos e de maior severidade podem necessitar de tratamento semanal por vários meses.

    A Terapia craniossacral impulsiona ao corpo lidar com a doença da melhor maneira possível uma vez que trabalha a favor da fisiologia individual, melhorando os mecanismos naturais de auto cura no sentido da saúde. O equilíbrio do sistema nervoso central e autónomo promove um relaxamento corporal profundo e um estado de quietude e harmonia.

    A Actividade Física.

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    (In Portal da Saúde)

    Benefícios da actividade física para crianças e adolescentes, mulheres, idosos activos e indivíduos com incapacidades.


    Crianças e adolescentes

    O exercício físico regular fornece aos jovens inúmeros benefícios (físicos, mentais e sociais) para a saúde.
    Os estudos mostram que:

    • Nos adolescentes, quanto mais participarem em actividades físicas, menor será a probabilidade de virem a fumar;
    • Nas crianças que são mais activas fisicamente verifica-se um melhor desempenho académico; 
    • Os jogos de equipa promovem de forma positiva a integração social e facilitam o desenvolvimento das capacidades sociais dos adolescentes.

    No entanto, os jovens, hoje em dia, estão cada vez mais inactivos, inadaptados e a aumentar excessivamente de peso.  É necessário unir esforços na promoção do exercício físico e desporto nos jovens.
    As
    escolas têm a oportunidade única de providenciar exercício físico adequado para todos os jovens, em igualdade de circunstâncias, através de programas oficiais de educação física, programas desportivos escolares e iniciativas desportivas ou actividades físicas após o horário escolar.

    Mulheres

    O exercício físico regular ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares, responsáveis, nos países em desenvolvimento, por metade das mortes em mulheres acima dos 50 anos.
    Estudos recentes mostram que exercício físico moderado e a modificação dos hábitos alimentares podem prevenir mais de metade dos casos de diabetes não insulino-dependente.
    O exercício físico também pode ajudar a prevenir e a tratar a osteoporose. As mulheres, particularmente após a menopausa, têm maior risco do que os homens de desenvolver osteoporose.

    A frequência de depressão nas mulheres é quase o dobro da dos homens, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. Por isso, reduzir o
    stress, a ansiedade, a depressão e a solidão através do exercício físico resulta em benefícios evidentes.

    No entanto, é necessário não esquecer o facto de que, principalmente nos países em desenvolvimento, nas áreas rurais e peri-urbanas de baixo nível socioeconómico, as mulheres podem estar fisicamente exaustas devido a actividades físicas "ocupacionais", dentro ou fora de casa. Há que aconselhar actividades físicas mais adequadas à sua condição específica e possivelmente adaptá-la a actividades de lazer.


    Pessoas idosas activas

    O aumento do número de pessoas idosas é um sinal positivo do desenvolvimento. No entanto, acarreta um significativo acréscimo nos custos para os serviços de saúde e sociais, dependendo da saúde e capacidade funcional da população idosa.

    O exercício físico é importante para as pessoas idosas saudáveis, aumentando e mantendo a qualidade de vida e independência dos idosos. A actividade física melhora a força, o equilíbrio, a coordenação, a flexibilidade, a resistência, a saúde mental, o controlo motor e a função cognitiva. Ajuda a prevenir as quedas (a maior causa de incapacidade entre a população idosa).

    Caminhadas e sessões organizadas de exercício físico, adequadas a cada idoso, permitem o convívio social, reduzindo sentimentos de solidão ou de exclusão social.

    Indivíduos com incapacidades

    Às pessoas com incapacidades devem ser fornecidas oportunidades e suporte para poderem praticar desporto e exercício físico adaptado às suas condições físicas.

    O objectivo é ajudar as pessoas com incapacidades a melhorarem a sua força muscular, o seu bem-estar psicológico e a sua qualidade de vida, aumentando a possibilidade de poderem praticar diariamente actividade física.

    Osteopatia. O que é?

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    (por Dra Anabela Cordeiro)


    Osteopatia. O que é?

    A osteopatia é um método manual e natural, que procura restabelecer o movimento e dar equilíbrio aos ossos, músculos, tendões, vísceras e estruturas cranianas. É um meio para reencontrar uma postura adequada e movimentos sem dor. Ajustando o equilíbrio interno e eliminando tensões, visa uma harmonia holística do corpo, proporcionando bem-estar.
    A consulta de Osteopatia é sempre individual. Consta de um primeiro tempo avaliativo e um segundo tempo terapêutico. Na primeira parte o Osteopata interessa-se pelo estado de saúde geral e realiza uma série de perguntas e testes manuais para identificar as estruturas em disfunção. Após essa identificação aplicam-se as técnicas manuais necessárias para normalizar a função e eliminar os sintomas do paciente. ggggggggggggggggggggggggggggggggggggg
    Independentemente da sua idade todas as pessoas podem fazer tratamento osteopático. É da responsabilidade do Osteopata aplicar tratamentos específicos em função das necessidades individuais de cada paciente.

    Algumas indicações da Osteopatia:


          A Osteopatia está reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma terapia complementar. Vários estudos têm sido publicados a comprovar cientificamente a sua eficácia.

          A Osteopatia tem bons resultados em várias situações porque vê o corpo na sua totalidade. Muitas vezes a origem do sintoma não coincide com o local onde ele se manifesta. A Osteopatia procura tratar a causa do sintoma para resolver o problema. Uma disfunção no pé obriga a que o joelho e a bacia se adaptem e quando estas estruturas não conseguirem aguentar mais pressões, o corpo começa a compensar pela coluna lombar e assim consecutivamente. Esta lógica aplica-se a todas estruturas do corpo, quer sejam mecânicas ou viscerais.

          Gripe

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          (In Portal da Saúde)


          O que é a gripe?

          É uma doença aguda viral que afeta predominantemente as vias respiratórias.

          Como se transmite a gripe?

          O vírus é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infetada, expelidas sobretudo através da tosse ou de espirros, mas também por contato direto, por exemplo, através das mãos.

          Qual é o período de incubação?

          O período de incubação (tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infetada e o aparecimento dos primeiros sintomas) é, geralmente, de 2 dias, mas pode variar entre 1 e 5 dias.

          Qual é o período em que uma pessoa infetada pode contagiar outras?

          O período de contágio começa 1 a 2 dias antes do início dos sintomas e vai até 7 dias depois. Nas crianças pode ser maior.

          Quais os sintomas/sinais da gripe?

          No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de mal-estar, febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e tosse seca. Pode também ocorrer inflamação dos olhos.

          Nas crianças, os sintomas dependem da idade. Nos bebés, a febre e prostração são as manifestações mais comuns. Os sintomas gastrintestinais (náuseas, vómitos, diarreias) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média pode ser uma complicação no grupo etário até aos 3 anos. Na criança maior os sintomas são semelhantes aos dos adultos.

          A gripe e a constipação são a mesma doença?

          Não. Os vírus que as causam são diferentes e, ao contrário da gripe, os sintomas/sinais da constipação são limitados às vias respiratórias superiores: nariz entupido, espirros, olhos húmidos, irritação da garganta e dor de cabeça. Raramente ocorre febre alta ou dores no corpo. Os sintomas e sinais da constipação surgem de forma gradual.

          Como se diagnostica gripe?

          O diagnóstico é essencialmente clínico, através da identificação dos sintomas e sinais.

          Qual a gravidade da gripe?

          A gripe é, habitualmente, uma doença de curta duração (até 3 ou 4 dias), com sintomas de intensidade ligeira ou moderada, evolução benigna e recuperação completa em 1 ou 2 semanas.

          Nas pessoas idosas e nos doentes crónicos, a recuperação pode ser mais longa e o risco de complicações é também maior, nomeadamente, pneumonia e/ou descompensação da doença de base (asma, diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal).

          Como se evita a gripe?

          A gripe pode ser evitada através da vacinação anual. Por sua vez, recomenda-se evitar o contacto com pessoas com a doença e lavar frequentemente as mãos para ajudar a diminuir a probabilidade de contágio.

          Quem deve ser vacinado contra a gripe?

          Devem ser vacinadas as pessoas que têm maior risco de sofrer complicações depois da gripe:

          • Pessoas com 65 ou mais anos de idade, principalmente se residirem em instituições.
          • As pessoas com mais de 6 meses de idade que sofram de:
            • Doenças crónicas dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado.
            • Diabetes em tratamento (comprimidos ou insulina).
            • Outras doenças que diminuam a resistência a infeções.
          Quem não deve ser vacinado contra a gripe?

          As pessoas com alergia grave ao ovo ou que tenham tido uma reação alérgica grave a uma dose anterior de vacina contra a gripe.

          A vacina contra a gripe funciona?

          Sim. A vacina reduz muito o risco de contrair a infeção e se a pessoa vacinada for infetada terá uma doença mais ligeira.

          Quando deve ser feita a vacinação?

          Como, em Portugal, o pico da atividade gripal tem ocorrido entre dezembro e Fevereiro, a vacinação deve ser feita preferencialmente em outubro/novembro, podendo, no entanto, decorrer durante todo o outono ou inverno.

          Onde se compra a vacina?

          A vacina compra-se nas farmácias e, com receita médica, é comparticipada.

          Como se deve guardar a vacina?

          Depois de comprada, a vacina deve ser administrada logo que possível. Até levar ao serviço de saúde para ser administrada, a vacina deve ser conservada dentro da embalagem, no frigorífico, entre 2º e 8º C (nas prateleiras do meio do frigorífico e não na porta).

          Se estiver com gripe, o que fazer?

          Cuide-se:

          • Fique em casa, em repouso.
          • Não se agasalhe demasiado.
          • Meça a temperatura ao longo do dia.
          • Se tiver febre pode tomar paracetamol (mesmo as crianças). Não dê ácido acetilsalicilico às crianças.
          • Se está grávida ou amamenta não tome medicamentos sem falar com o seu médico.
          • Utilize o soro fisiológico para a obstrução nasal.
          • Não tome antibióticos sem recomendação médica. Não atuam nas infeções virais, não melhoram os sintomas, nem aceleram a cura.
          • Beba muitos líquidos: água e sumos de fruta.
          • Se viver sozinho, especialmente se for idoso, deve pedir a alguém que lhe telefone regularmente para saber como está.

          Evite transmitir a gripe:

          • Reduza, na medida do possível, o contacto com outras pessoas.
          • Lave frequentemente as mãos com água e sabão. Caso não seja possível utilize toalhetes.
          • Use lenços de papel de utilização única (deite nos sanitários ou no lixo comum).
          • Ao espirrar ou tossir, proteja a boca com um lenço de papel ou com o antebraço. Não utilize as mãos.