Osteopatia aplicada à pediatria.

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(por Dra Anabela Cordeiro)

Osteopatia Pediátrica

A Osteopatia pediátrica é ainda pouco conhecida em Portugal. No entanto está já integrada em algumas maternidades na Suíça e muito desenvolvida no Reino Unido.
A Osteopatia na pediatria traz inúmeros benefícios ao desenvolvimento neuropsicomotor das crianças. Trabalhando sobre os ossos, músculos, tendões, vísceras e estruturas cranianas atua-se sobre o crescimento anormal dessas estruturas e sobre as limitações de mobilidade para prevenir possíveis alterações. As consultas regulares podem ser um grande conforto para a criança, assegurando que todas as fases importantes do desenvolvimento se cumprem dentro da normalidade.
É utilizada como complemento a tratamentos psicológicos e médicos, inclusive em deficiências de aprendizagem, dificuldade de concentração, atraso geral de desenvolvimento, otites, alterações da forma do crânio, torcicolos, cólicas, alterações do sono, estrabismos e outros problemas visuais, bolçar excessivo, sinusite, rinite, disfunções respiratórias, chorar excessivo, obstipação, alterações da tonicidade muscular, hiperactividade, dificuldade na sucção, dificuldade na articulação de alguns sons, alguns tipos de conjuntivite, irritabilidade, autismo.

À medida que a gravidez decorre o bebé e adapta-se a várias posições. O processo de dar à luz pode impor determinadas pressões no crânio do bebé. Até mesmo nos partos mais suaves, o facto de a cabeça do nascituro estar por debaixo do ventre materno antes do nascimento terá dado origem a uma compressão mais acentuada sobre um dos lados do crânio. Por vezes na indução dos partos utiliza-se oxítona artificial, que provoca contrações irregulares e mais fortes do que as naturais. Pode ainda ser necessário recorrer a fórceps e ventosas para ajudar no nascimento. Todas estas situações podem provocar alterações na estrutura física do recém-nascido. Normalmente não são lesões graves, nem visíveis, por isso não são facilmente detectáveis pelos pais ou pediatras. No entanto muitos dos habituais problemas dos bebés podem ter origem nestas situações. O occipital é um osso do crânio que se localiza logo acima da primeira vértebra cervical, e está sujeito a grandes forças compressivas durante o encaixe do crânio do bebé na pélvis da mãe, as contrações e durante a passagem do bebé pelo canal de parto. O occipital limita um pequeno orifício que é o foramen jugular, pelo qual passam nervos cranianos, responsáveis pela enervação do palato, da faringe, das cordas vocais, base da língua, função respiratória, ritmo cardíaco, alguns músculos do pescoço e pela maior parte do sistema digestivo. Se este foramen for comprimido durante a gravidez ou no parto, implicará a compressão destes nervos o que pode causar, torcicolos, cólicas, refluxo gástro-esofágico, bolçar excessivo, dificuldade na sução e alteração do ritmo respiratório e cardíaco. O Osteopata com formação em Osteopatia craniana e especialização em Osteopatia Pediátrica avalia estas tensões e ajuda a libertá-las.

A título de exemplo, quando o bebé tem um torcicolo, mantém a cabeça quase sempre virada para o mesmo lado, consegue virá-la também para o outro, mas com alguma restrição. Esta situação é bastante comum e pode resolver-se com o tempo, não por se tratar sozinha, mas porque outras estruturas a compensaram mecanicamente. O Osteopata pode resolver esta situação tratando os músculos do pescoço, o crânio, a coluna e as fáscias. A Osteopatia também é uma ajuda muito útil na resolução de otites, uma vez que o trabalho craniano permite a drenagem das trompas de Eustáquio, libertando o conteúdo inflamatório/infeccioso, tendo as crianças melhorias significativas.
No início do tratamento, realiza-se um questionário aos pais acerca da gravidez e parto. Após este questionário o bebé fica deitado, enquanto o Osteopata fez um exame para identificar as zonas que necessitam de tratamento. O tratamento é muito suave, não são realizadas manipulações de impulso. A maior parte do tratamento é realizado a nível craniano.


Bulimia Nervosa.

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(In Portal Alimentação Saudável)


Bulimia

 
A bulimia nervosa, habitualmente denominada de bulimia, é um transtorno alimentar marcado por episódios de voracidade seguidos de purgas. Durante um episódio de voracidade, um bulímico ingere uma grande quantidade de comida de uma só vez, mas depois purga-a, quer induzindo vómitos, quer tomando um laxante ou diurético. Para os bulímicos, comer compulsivamente e purgar constitui um ciclo, mas eles podem não ganhar ou perder peso suficiente para que se torne óbvio que padecem de um transtorno alimentar. Danos no tracto digestivo, boca, dentes e glândulas salivares são comuns entre bulímicos e o ciclo “alimentação compulsiva – purga” constante significa que os bulímicos raramente retêm vitaminas e minerais suficientes para se manterem saudáveis. Estes factores podem ter efeitos prejudiciais sérios e prolongados na saúde.

 
Sinais de Bulimia

Apesar de a bulimia estar na maioria das vezes associada a uma fraca auto-estima e fraca auto-confiança, são os comportamentos dos bulímicos que denunciam o seu transtorno alimentar ao exterior. A bulimia é um transtorno alimentar que se manifesta através de uma alimentação compulsiva seguida de purga, e estes comportamentos são os sinais característicos  deste transtorno. Muitos bulímicos têm também comportamentos que se tornam sinais de aviso, tais como:
● Esconder a comida reservada para episódios de voracidade (incluindo frequentemente pão, massa, doces, sobremesas, batatas fritas e gelados. No entanto, qualquer tipo de comida pode ser consumida durante a ingestão compulsiva);
● Mentir sobre o que comeram;
● Comer compulsivamente em segredo;  

● Vomitar em segredo;
● Esconder artigos como laxantes ou diuréticos;  
● Deixar a água da torneira ou do duche a correr na casa de banho para disfarçar os episódios de purgação;  
● Demonstrar uma preocupação profunda em relação ao peso, forma do corpo e aspecto em geral;
● Queixas frequentes em relação a dores de garganta (causadas pelos repetidos vómitos);
● Queixas frequentes em relação a problemas dentários (também causados pelos vómitos);
● Esconder-se atrás de roupas largas e soltas;
● Demonstrar pouco ou nenhum impulso sexual.  
 
Diagnóstico de Bulimia

Apesar de a bulimia ser um transtorno alimentar e, como tal, devastar a saúde física, é diagnosticada de acordo com critérios de saúde mental. É necessário haver correspondência com cinco critérios padrão para que a bulimia seja diagnosticada, incluindo comer compulsivamente, purgar (vómito provocado, uso impróprio de laxantes, uso impróprio de diuréticos, uso impróprio de clisteres, passar fome  e/ou excesso de exercício), um ciclo de compulsão alimentar purga pelo menos duas vezes por semana durante três meses – alimentando um medo profundo em relação ao aumento de peso –, ideias irrealistas relacionadas com o peso ideal e a ausência de anorexia. Se um indivíduo come em excesso e purga durante um episódio de anorexia, considera-se, então, que sofre de Anorexia do Tipo Compulsivo e Purgativo. No entanto, se for diagnosticada bulimia, será necessário determinar um subtipo. A Bulimia Nervosa do Tipo Purgativo é diagnosticada quando um bulímico purga para libertar o corpo de comida, ao passo que a Bulimia Nervosa do Tipo Não-Purgativo é diagnosticada quando o bulímico não purga para libertar o corpo de comida, mas faz exercício ou jejua em excesso após comer compulsivamente.
 
Obter Ajuda e Tratamento

Não existe uma cura única e reconhecida para a bulimia, mas há uma variedade de opções de tratamento. Cada bulímico trabalha com profissionais de saúde mental para conceber uma fusão de tratamentos que se adequem a todos os seus comportamentos e preocupações. Os tratamentos comuns para a bulimia incluem aconselhamento/terapia, aconselhamento/terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental (para alterar os hábitos alimentares), uso de grupos de apoio ou terapia de grupo e aconselhamento e planeamento nutricional. Raramente é utilizada medicação como tratamento para a bulimia, a não ser que seja receitada para tratar condições que lhe estejam associadas, tais como a depressão. Pode ser obtida informação adicional relativamente ao diagnóstico e tratamento da bulimia através de um médico de clínica geral, um profissional de saúde mental ou através de outras entidades competentes.


A Osteopatia Pediátrica

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Osteopatia Pediátrica
(por Dra Anabela Cordeiro)


A Osteopatia pediátrica é ainda pouco conhecida em Portugal. No entanto está já integrada em algumas maternidades na Suíça e muito desenvolvida no Reino Unido.
A Osteopatia na pediatria traz inúmeros benefícios ao desenvolvimento neuropsicomotor das crianças. Trabalhando sobre os ossos, músculos, tendões, vísceras e estruturas cranianas atua-se sobre o crescimento anormal dessas estruturas e sobre as limitações de mobilidade para prevenir possíveis alterações. As consultas regulares podem ser um grande conforto para a criança, assegurando que todas as fases importantes do desenvolvimento se cumprem dentro da normalidade.
É utilizada como complemento a tratamentos psicológicos e médicos, inclusive em deficiências de aprendizagem, dificuldade de concentração, atraso geral de desenvolvimento, otites, alterações da forma do crânio, torcicolos, cólicas, alterações do sono, estrabismos e outros problemas visuais, bolçar excessivo, sinusite, rinite, disfunções respiratórias, chorar excessivo, obstipação, alterações da tonicidade muscular, hiperactividade, dificuldade na sucção, dificuldade na articulação de alguns sons, alguns tipos de conjuntivite, irritabilidade, autismo.

À medida que a gravidez decorre o bebé e adapta-se a várias posições. O processo de dar à luz pode impor determinadas pressões no crânio do bebé. Até mesmo nos partos mais suaves, o facto de a cabeça do nascituro estar por debaixo do ventre materno antes do nascimento terá dado origem a uma compressão mais acentuada sobre um dos lados do crânio. Por vezes na indução dos partos utiliza-se oxitocina artificial, que provoca contrações irregulares e mais fortes do que as naturais. Pode ainda ser necessário recorrer a fórceps e ventosas para ajudar no nascimento. Todas estas situações podem provocar alterações na estrutura física do recém-nascido. Normalmente não são lesões graves, nem visíveis, por isso não são facilmente detectáveis pelos pais ou pediatras. No entanto muitos dos habituais problemas dos bebés podem ter origem nestas situações. O ocipital é um osso do crânio que se localiza logo acima da primeira vértebra cervical, e está sujeito a grandes forças compressivas durante o encaixe do crânio do bebé na pélvis da mãe, as contrações e durante a passagem do bebé pelo canal de parto. O ocipital limita um pequeno orifício que é o foramen jugular, pelo qual passam nervos cranianos, responsáveis pela enervação do palato, da faringe, das cordas vocais, base da língua, função respiratória, ritmo cardíaco, alguns músculos do pescoço e pela maior parte do sistema digestivo. Se este foramen for comprimido durante a gravidez ou no parto, implicará a compressão destes nervos o que pode causar, torcicolos, cólicas, refluxo gástro-esofágico, bolçar excessivo, dificuldade na sução e alteração do ritmo respiratório e cardíaco. O Osteopata com formação em Osteopatia craniana e especialização em Osteopatia Pediátrica avalia estas tensões e ajuda a libertá-las.

A título de exemplo, quando o bebé tem um torcicolo, mantém a cabeça quase sempre virada para o mesmo lado, consegue virá-la também para o outro, mas com alguma restrição. Esta situação é bastante comum e pode resolver-se com o tempo, não por se tratar sozinha, mas porque outras estruturas a compensaram mecanicamente. O Osteopata pode resolver esta situação tratando os músculos do pescoço, o crânio, a coluna e as fáscias. A Osteopatia também é uma ajuda muito útil na resolução de otites, uma vez que o trabalho craniano permite a drenagem das trompas de Eustáquio, libertando o conteúdo inflamatório/infeccioso, tendo as crianças melhorias significativas.

No início do tratamento, realiza-se um questionário aos pais acerca da gravidez e parto. Após este questionário o bebé fica deitado, enquanto o Osteopata fez um exame para identificar as zonas que necessitam de tratamento. O tratamento é muito suave, não são realizadas manipulações de impulso. A maior parte do tratamento é realizado a nível craniano.


Zika. O que precisa de saber!

Captura de ecrã 2016-02-01, às 11.01.44


Zika, o que precisa saber!



Este vírus manifesta-se através de febre, dor nas articulações e músculos, além de conjuntivite e manchas vermelhas na pele. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito da
Dengue, e os sintomas normalmente surgem 10 dias após a picada.

O Zika não se propaga entre humanos. A única forma de contrair esta doença é através da picada de mosquitos infectados. No entanto, se um mosquito que picar uma pessoa com o vírus, este torna-se automaticamente portador da doença e elemento contagiante.
Apesar dos sintomas serem semelhantes ao Dengue, o Zika não é tão agressivo e os sintomas não são tão fortes e desaparecem entre 4 a 7 dias, no entanto, é importante consultar um médico e fazer um diagnóstico correto.

Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe, manifestando-se através de:
Febre, entre 37,8°C e 38,5°C;
Dor nas articulações, principalmente das mãos e pés;
Dor nos músculos do corpo;
Dor de cabeça, que se localiza principalmente atrás dos olhos;
Conjuntivite, que é uma inflamação do olho e que provoca cor avermelhada dos olhos, sensação de picada que leva a lacrimejar, inchaço das pálpebras e secreção amarela;
Hipersensibilidade nos olhos, e maior sensibilidade à luz do dia;
Manchas vermelhas na pele, que se iniciam na face e que se podem espalhar pelo corpo, podendo ser confundidas com sarampo;
Cansaço físico e mental.

Embora com menos frequência, também é possível identificar em alguns pacientes problemas digestivos, dor no abdómen, náuseas, vómitos, diarreia ou prisão de ventre.

Durante a gravidez, é necessário um cuidado especial. O vírus pode ser contraído pelo feto provocando em situações extremas o desenvolvimento de microcefalia.

De uma forma geral, e caso sinta o agravamento deste tipo de sintomas, consulte o seu médico.