Osteopatia

DOENÇAS DA COLUNA VERTEBRAL

DOENÇAS DA COLUNA VERTEBRAL
Por Marisa Ferreira

A coluna vertebral é composta por 33 pequenos ossos ou vértebras que, em conjunto com discos, ligamentos e músculos sustentam o corpo, permitindo o movimento e protegendo a medula. 
As dores nas costas afetam tanto homens como mulheres e em Portugal, é a segunda causa das visitas ao médico.
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Porque é que temos dores nas costas?
Uma das causas, chamada doença degenerativa, traduz-se na alteração da estrutura normal dos discos e das articulações com a idade, o esforço ou movimentos incorretos. OS discos sofrem um processo de desidratação e alteração dos seus constituintes, levando à diminuição da flexibilidade ou até à sua rotura, formando a hérnia.
Nas crianças e adolescentes, a patologia mais frequente da coluna vertebral é a deformidade do tronco relacionada com curvaturas anómalas da coluna, sendo a mais frequente a escoliose
Na idade adulta, a patologia mais frequente da coluna vertebral deve-se ao desgaste das estruturas que compõem a coluna vertebral.
Na população adulta mais idosa, sobretudo nas mulheres, existe ainda uma outra patologia relativamente frequente na coluna dorso-lombar que são as fracturas osteoporóticas, fracturas essas que podem ser tratadas conservadoramente com medicação e coletes adequados, no entanto existem situações que requerem cirurgia, principalmente naquelas cuja dor permanece mais de seis semanas.
Como se diagnosticam?
Para confirmar o diagnóstico destas doenças, o médico realiza um exame físico completo à coluna vertebral e aos membros superiores e inferiores do paciente, onde examina a flexibilidade, o nível de movimento e sinais de lesão dos nervos.
Doenças mais frequentes da coluna vertical. 
Escoliose
O que é?
A escoliose é uma deformidade em que existe uma curvatura lateral da coluna no plano frontal
Nas escolioses estruturais, mais comum é o de causa desconhecida (idiopática), que se manifesta a partir da infância; podem ser ainda escolioses de causa congénita, por doenças neuromusculares, tumores ou doenças infeciosas». Relativamente às escolioses não estruturais, temos como exemplo «a escoliose por comprimento desigual dos membros inferiores e a postural».
Quais os sinais e sintomas?
Os seus principais sinais são: ombros a alturas diferentes, uma das ancas mais levantadas, cintura desigual, inclinação do corpo para um dos lados e proeminência da grelha costal ao fletir a coluna para a frente.
Tratamento 
Quando necessário, a única maneira de a corrigir é através de cirurgia, libertando a coluna, fixando-a numa posição mais anatómica e fundindo-a com enxerto ósseo».
Hérnia discal O que é?
Com os movimentos do tronco, a pressão nos discos da coluna torna-se irregular. A repetição destes movimentos, sobretudo se forem bruscos e mal-executados, pode causar lesões no disco. 
Se ocorrerem várias destas lesões podem surgir rupturas na parte externa do disco e o interior do disco intervertebral pode sair por essas fendas, produzindo uma hérnia discal. Fatores de risco
Idade, atividades repetitivas e traumatismos na coluna.
Quais os sintomas?
Os seus principais sintomas são: dor lombar, sensação de formigueiro ou falta de força num membro superior ou inferior, correspondendo ao território da raiz afetada pela hérnia.
Tratamento
A maioria dos casos não requer cirurgia. Caso o tratamento conservador não resulte, recorre-se à cirurgia. 

Doença discal degenerativa
O que é? 
É uma alteração da estrutura do disco intervertebral que pode dar origem a um colapso discal, provocada pelo processo natural de envelhecimento. 
Quais as causas?
Pode resultar do processo natural de envelhecimento ou de um traumatismo na coluna. Devido à perda progressiva de água, os discos intervertebrais deixam de atuar como amortecedores, fazendo com que as vértebras se aproximem umas das outras. 
Quais os sintomas?
Dor nas costas e ou nos membros e, às vezes, dificuldade em andar. 
Tratamento
A maioria dos doentes responde bem aos tratamentos não cirúrgicos Se estas abordagens não resultarem, pode ser necessário recorrer à cirurgia.
 
Bem-estar também é saúde. 
 
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Smartphones!

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Gestos tão simples como utilizar o telefone ou o tablet estão a interferir com a nossa saúde.
Por Anabela Cordeiro,
Fisioterapeuta e Osteopata
Com o avançar das novas tecnologias como os tablets e os smartphones é habitual vermos muitas pessoas com a cabeça curvada. Sempre que a cabeça de um adulto se inclina para a frente impõem-se à coluna um esforço muito superior ao peso da cabeça e pescoço. Quanto mais se inclina a cabeça mais peso a coluna tem que suportar. Segundo um estudo publicado por Kenneth K. Hansraj, médico cirurgião, quando uma pessoa inclina a coluna cervical 15º a coluna suporta 12 Kg, e quando a inclinação é de 60º isso representa um peso de 27Kg para a coluna. Supondo que em média se passam duas a quatro horas diárias a consultar estes equipamentos com a cabeça inclinada, a coluna cervical sofre muito stress e isso pode, entre outros, alterar a sua mecânica, levar a um desgaste prematuro, dor no pescoço, dor de cabeça e dor nas costas. Para prevenir estas situações é necessário manter a cabeça e pescoço direitos enquanto utiliza estes equipamentos. Pode também fazer alguns exercícios para fortalecimento do pescoço e ombros (um fisioterapeuta pode ajudá-lo a selecionar os exercícios mais recomendados para si).
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A Osteopatia Pediátrica

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Osteopatia Pediátrica
(por Dra Anabela Cordeiro)


A Osteopatia pediátrica é ainda pouco conhecida em Portugal. No entanto está já integrada em algumas maternidades na Suíça e muito desenvolvida no Reino Unido.
A Osteopatia na pediatria traz inúmeros benefícios ao desenvolvimento neuropsicomotor das crianças. Trabalhando sobre os ossos, músculos, tendões, vísceras e estruturas cranianas atua-se sobre o crescimento anormal dessas estruturas e sobre as limitações de mobilidade para prevenir possíveis alterações. As consultas regulares podem ser um grande conforto para a criança, assegurando que todas as fases importantes do desenvolvimento se cumprem dentro da normalidade.
É utilizada como complemento a tratamentos psicológicos e médicos, inclusive em deficiências de aprendizagem, dificuldade de concentração, atraso geral de desenvolvimento, otites, alterações da forma do crânio, torcicolos, cólicas, alterações do sono, estrabismos e outros problemas visuais, bolçar excessivo, sinusite, rinite, disfunções respiratórias, chorar excessivo, obstipação, alterações da tonicidade muscular, hiperactividade, dificuldade na sucção, dificuldade na articulação de alguns sons, alguns tipos de conjuntivite, irritabilidade, autismo.

À medida que a gravidez decorre o bebé e adapta-se a várias posições. O processo de dar à luz pode impor determinadas pressões no crânio do bebé. Até mesmo nos partos mais suaves, o facto de a cabeça do nascituro estar por debaixo do ventre materno antes do nascimento terá dado origem a uma compressão mais acentuada sobre um dos lados do crânio. Por vezes na indução dos partos utiliza-se oxitocina artificial, que provoca contrações irregulares e mais fortes do que as naturais. Pode ainda ser necessário recorrer a fórceps e ventosas para ajudar no nascimento. Todas estas situações podem provocar alterações na estrutura física do recém-nascido. Normalmente não são lesões graves, nem visíveis, por isso não são facilmente detectáveis pelos pais ou pediatras. No entanto muitos dos habituais problemas dos bebés podem ter origem nestas situações. O ocipital é um osso do crânio que se localiza logo acima da primeira vértebra cervical, e está sujeito a grandes forças compressivas durante o encaixe do crânio do bebé na pélvis da mãe, as contrações e durante a passagem do bebé pelo canal de parto. O ocipital limita um pequeno orifício que é o foramen jugular, pelo qual passam nervos cranianos, responsáveis pela enervação do palato, da faringe, das cordas vocais, base da língua, função respiratória, ritmo cardíaco, alguns músculos do pescoço e pela maior parte do sistema digestivo. Se este foramen for comprimido durante a gravidez ou no parto, implicará a compressão destes nervos o que pode causar, torcicolos, cólicas, refluxo gástro-esofágico, bolçar excessivo, dificuldade na sução e alteração do ritmo respiratório e cardíaco. O Osteopata com formação em Osteopatia craniana e especialização em Osteopatia Pediátrica avalia estas tensões e ajuda a libertá-las.

A título de exemplo, quando o bebé tem um torcicolo, mantém a cabeça quase sempre virada para o mesmo lado, consegue virá-la também para o outro, mas com alguma restrição. Esta situação é bastante comum e pode resolver-se com o tempo, não por se tratar sozinha, mas porque outras estruturas a compensaram mecanicamente. O Osteopata pode resolver esta situação tratando os músculos do pescoço, o crânio, a coluna e as fáscias. A Osteopatia também é uma ajuda muito útil na resolução de otites, uma vez que o trabalho craniano permite a drenagem das trompas de Eustáquio, libertando o conteúdo inflamatório/infeccioso, tendo as crianças melhorias significativas.

No início do tratamento, realiza-se um questionário aos pais acerca da gravidez e parto. Após este questionário o bebé fica deitado, enquanto o Osteopata fez um exame para identificar as zonas que necessitam de tratamento. O tratamento é muito suave, não são realizadas manipulações de impulso. A maior parte do tratamento é realizado a nível craniano.


Osteopatia Craniana e Terapia Crânio Sacra

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Osteopatia Craniana e Terapia Crânio Sacra

(por Dra Anabela Cordeiro)


A Terapia Craniossacral também conhecida por crânio sacra com origem na Osteopatia Craniana, é uma técnica manual suave que ajuda a detectar e corrigir desequilíbrios no sistema craniossacral, que podem causar disfunções sensoriais, motoras ou neurológicas. Promove a vitalidade e o bem-estar geral, regulando o funcionamento do sistema nervoso central e autónomo.
O sistema craniossacral é constituído pelas meninges, fluido cerebrospinal, os ossos do crânio e o osso sacro que se localiza na base da coluna vertebral. É um sistema extremamente importante no corpo humano, uma vez que por ele passa quase toda a informação nervosa e tem uma relação muito íntima com os sistemas nervoso, músculo-esquelético, vascular, endócrino e respiratório.

O tratamento consiste na normalização das estruturas fisiológicas do crânio, coluna vertebral, sacro, cóccix e de todo o corpo. Através da terapia craniossacral, influenciam-se todas as estruturas internas, como órgãos e vísceras

A terapia craniossacral é suave, delicada através da qual se trabalha o corpo profundamente para restabelecer o equilíbrio psicossomático e promover a autocura inerente ao corpo humano.

Entre outras é muito eficaz no tratamento de dores agudas e crónicas, enxaquecas, dores de coluna, hérnias discais, whiplash, disfunções da ATM, fadiga crónica, problemas visuais, problemas auditivos, zumbidos nos ouvidos, problemas menstruais, alterações gastro-intestinais, problemas circulatórios, labirintites, dificuldades de coordenação motora, hiperactividade, distúrbios de atenção, dificuldade de aprendizagem, tensões musculares, stress, depressão, insónia, ansiedade, irritabilidade, esclerose múltipla, dislexia, parkinsosn, autismo e outros distúrbios do sistema nervoso central, depressão. É também indicada como complemento no tratamento de traumas, choques e acidentes; e como terapia preventiva por aumentar a resistência do Sistema Imunológico e a capacidade e auto-cura natural do corpo, ajudando nas questões do envelhecimento e desequilíbrios hormonais.

Dependendo do paciente os efeitos do tratamento podem ser imediatos e/ou cumulativos, eliminando em vários casos a necessidade de cirurgias e reduzindo o uso de medicamentos. Os pacientes mais jovens respondem mais rapidamente ao tratamento, e os casos crónicos e de maior severidade podem necessitar de tratamento semanal por vários meses.

A Terapia craniossacral impulsiona ao corpo lidar com a doença da melhor maneira possível uma vez que trabalha a favor da fisiologia individual, melhorando os mecanismos naturais de auto cura no sentido da saúde. O equilíbrio do sistema nervoso central e autónomo promove um relaxamento corporal profundo e um estado de quietude e harmonia.

Osteopatia. O que é?

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(por Dra Anabela Cordeiro)


Osteopatia. O que é?

A osteopatia é um método manual e natural, que procura restabelecer o movimento e dar equilíbrio aos ossos, músculos, tendões, vísceras e estruturas cranianas. É um meio para reencontrar uma postura adequada e movimentos sem dor. Ajustando o equilíbrio interno e eliminando tensões, visa uma harmonia holística do corpo, proporcionando bem-estar.
A consulta de Osteopatia é sempre individual. Consta de um primeiro tempo avaliativo e um segundo tempo terapêutico. Na primeira parte o Osteopata interessa-se pelo estado de saúde geral e realiza uma série de perguntas e testes manuais para identificar as estruturas em disfunção. Após essa identificação aplicam-se as técnicas manuais necessárias para normalizar a função e eliminar os sintomas do paciente. ggggggggggggggggggggggggggggggggggggg
Independentemente da sua idade todas as pessoas podem fazer tratamento osteopático. É da responsabilidade do Osteopata aplicar tratamentos específicos em função das necessidades individuais de cada paciente.

Algumas indicações da Osteopatia:


        A Osteopatia está reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma terapia complementar. Vários estudos têm sido publicados a comprovar cientificamente a sua eficácia.

        A Osteopatia tem bons resultados em várias situações porque vê o corpo na sua totalidade. Muitas vezes a origem do sintoma não coincide com o local onde ele se manifesta. A Osteopatia procura tratar a causa do sintoma para resolver o problema. Uma disfunção no pé obriga a que o joelho e a bacia se adaptem e quando estas estruturas não conseguirem aguentar mais pressões, o corpo começa a compensar pela coluna lombar e assim consecutivamente. Esta lógica aplica-se a todas estruturas do corpo, quer sejam mecânicas ou viscerais.