Saúde da Família

A Depressão na Terceira Idade

A Depressão na Terceira Idade
Sabia que a depressão afeta uma em cada dez pessoas com idades acima dos 65 anos?
Que é a perturbação mais comum na saúde mental em idosos e é frequentemente desvalorizada por pacientes, ao nível de cuidados de saúde primários, e familiares, sendo considerada parte integrante do envelhecimento?
Por Marisa Ferreira
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A desvalorização talvez aconteça porque a depressão na terceira idade, além da apatia e fraca motivação, também típicas do envelhecimento, existem normalmente poucas queixas de tristeza que, por sua vez, é muitas vezes substituída por hipocondria e preocupações somáticas. No entanto, a depressão tem vindo a aumentar, reduzindo a qualidade de vida, aumentando incapacidades físicas – sendo uma das principais causas da dependência funcional de cuidadores para atividades da vida diária como a higiene e a alimentação, e é um dos maiores prenúncios de suicídio na terceira idade. Estas são estimativas que os especialistas acreditam estar próximas da realidade. Mas estes números podem subir ainda mais, uma vez que os médicos estão cada vez mais alerta para diagnosticar o problema.
Ultrapassar os 65 anos pode não ser fácil…. Sobrevém a melancolia, a tristeza e o nervosismo. Na última década, assistiu-se a um aumento considerável na esperança de vida. Assistimos a um incremento da população sénior e à sua crescente importância na sociedade. Isto foi possível devido à prevenção de doenças infeciosas, à melhoria dos cuidados de saúde (meios de diagnóstico e tratamento, cuidados paliativos), à melhoria das condições sanitárias e de higiene, e ao desenvolvimento. O fim das suas carreiras profissionais, o abrandamento do ritmo físico, mudança nos hábitos sociais, problemas económicos, são fatores que levam à "falta de atenção, de ocupação e têm muitas vezes problemas familiares e de solidão", que facilmente são confundidos com caraterísticas da nova fase da vida.
Sintomas:
Um dos grandes obstáculos é mesmo a dificuldade de diagnóstico, em que, grande parte das vezes, a tristeza e a apatia sentida por alguns idosos é vista como característica da idade e não um sinal de depressão.
É muito comum, os próprios idosos não darem atenção aos sintomas que têm- há vários casos de pessoas que passaram muitos anos a tomar conta de alguém mais depressivo do que eles e por isso até se esquecem do que sentem. E quando a outra pessoa morre (seja ela o familiar, o amigo ou simplesmente o vizinho de longa data) é que percebem, finalmente, que também estão deprimidos.
É preciso estar a atento a alguns sintomas, primários, como queixas físicas, cansaço e outros sintomas menores. Estes sintomas podem ser sinal de uma doença psicológica como a depressão.
Fatores e Risco:
Embora a prevalência de depressão em geriatria ser inferior à verificada em outras faixas etárias, ela aumenta com o desenvolvimento de doenças médicas, especialmente cancro, enfarte e distúrbios neurológico; para além de que a recuperação é mais demorada e tem efeitos mais graves.
Em média, um idoso depressivo tem de tomar medicamentos durante mais tempo até conseguir recuperar. Em termos comparativos, um adulto depressivo revê a sua medicação ao fim de quatro semanas, enquanto um sénior só faz essa avaliação um mês e meio depois. A depressão é ainda um fator de risco para a demência. "Nas pessoas que tenham um historial de episódios depressivos há a forte probabilidade de num prazo de cinco anos desenvolver demência",
Não existem diferenças raciais ou étnicas, contudo, a prevalência de depressão no género feminino é superior ao masculino, em todas as idades.
Os fatores associados a maior risco de desenvolvimento de depressão incluem:
        No entanto, os pacientes que tenham tido o primeiro episódio de depressão com mais de 65 anos têm menor probabilidade de ter história familiar de depressão que aqueles cujos episódios surgiram em faixas etárias mais baixas.Assim sendo, defendemos que "se as pessoas chegam à terceira idade com saúde física temos de fazer tudo para que também tenham saúde mental".
        Prevenção:
        Sabe-se que pacientes com doenças médicas crónicas e em risco de depressão aos quais se proporcionaram técnicas de relaxamento, reestruturação cognitiva, resolução de problemas, comunicação, insónia, nutrição e exercício apresentaram redução dos sintomas de depressão, ansiedade, dor e insónia.

        Alimentação:

        Alimentação na luta contra o envelhecimento, neutralizando os radicais livres. Uma alimentação rica em vegetais e que inclua leguminosas, brócolos, folhas verde-escuras, cenoura, cereais integrais e frutos variados, é a melhor proteção contra os radicais livres. A vitamina A e os carotenoides (pro - vitamina A) encontram-se nas cenouras, salsa, espinafres, manga, brócolos e folhas verdes escuras em geral. Os citrinos, morangos, kiwis, couve roxa e pimentos são ricos em vitaminas C. As melhores fontes de vitamina E são os óleos vegetais, óleo de gérmen de trigo, azeite, girassol e soja, desde que não refinados (obtidos a frio), e cereais integrais. O zinco pode ser obtido a partir de amêndoas, nozes, trigo integral, feijão, ervilhas, peixe e gema de ovo. O gérmen de trigo, o alho e o arroz integral são exemplos de alimentos que fornecem selénio. As bagas azul-escuras ou vermelhas (uvas pretas, mirtilos, groselhas, morangos) são ricos em bioflavonoides. As cascas das uvas pretas e o vinho tinto são ricos em resveratrol.

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        Contudo uma alimentação variada e equilibrada, pode não constituir, por si só, uma fonte suficientemente rica em substâncias com propriedades antioxidantes. Isto porque à medida que envelhecemos, a produção desses agentes de combate aos radicais livres, diminui radicalmente. Aconselhamos a falar com o médico.
        Exercício Físico:
        A prática regular do exercício físico, traz vários benefícios.
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          A função cognitiva num idoso, tem tendência a diminuir, levando a estados de confusão, diminuição da memória e da concentração. Quando surge a depressão, o idoso normalmente perde o apetite e a realização das suas atividades diárias é paralelamente comprometida. Para evitar esta situação, e antes de serem necessários medicamentos, talvez seja possivel, recorrendo a soluções naturais, ultrapassar estes problemas. Plantas como a valeriana, erva-cidreira, o lúpulo e a erva de-São-João, são opções que podem ser discutidas com o médico numa primeira fase dos sintomas.
          Outras alternativas são a aniquilação do estigma relativo à depressão, de modo a que cada vez mais pessoas procurem ajuda médica e adiram ao tratamento. A aceitação desta doença e o diagnostico atempado, ajuda na redução do risco de depressão vascular (controlo hipertensão arterial, hiperlipidemia).
          Conclusão:
          A depressão não é uma consequência natural do envelhecimento. Idosos saudáveis e independentes apresentam taxas de prevalência de depressão, inferiores à da população em geral. A prevalência de depressão no idoso aumenta com o desenvolvimento de doenças médicas, especialmente cancro, enfarte e distúrbios neurológicos. As taxas de suicídio na população idosa são praticamente o dobro das que se verificam em outras faixas etárias, o que pode ser explicado pelas tentativas de suicídio serem mais eficazes. Existem vários tipos de depressão, contudo a mais frequente é a depressão com consequências significativas em termos de saúde. Para o tratamento da depressão leve em idosos, a psicoterapia é eficaz, contudo em casos de depressão moderada a severa, a combinação da psicoterapia e da farmacoterapia geralmente produz maior redução dos sintomas depressivos e maior manutenção de resposta do que cada uma destas terapêuticas isoladamente.
          Não faça parte da estatística, peça-nos ajuda.


          A Diabetes

          A Diabetes

          Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca-a no quarto lugar das principais causas de morte nos países desenvolvidos, atribuindo ao nosso país uma das taxas mais elevadas na Europa: “13 por cento dos portugueses têm diabetes e 27 por cento tem pré-diabetes (condição que precede o aparecimento da diabetes), o que representa 40 por cento da população portuguesa afetada por esta doença.”

          Por Marisa Ferreira

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          diabetes mellitus é uma doença caracterizada por hiperglicemia - excesso de açúcar no sangue, crónica e a existência de níveis relativamente elevados de açúcar pode, por si só, não levar ao aparecimento de sintomas imediatos e, por isso, a pessoa tem a falsa sensação de que está bem.”

          Quando se manifesta de forma prolongada, a hiperglicemia pode dever-se à falta de insulina ou a uma resistência do organismo à sua ação. As repercussões na saúde são várias, bem como a gravidade. A hiperglicemia continuada, quando não controlada, pode levar ao aparecimento de complicações em vários órgãos sendo particularmente afetados os olhos, os rins e os nervos, existindo ainda o risco acrescido de 
          doenças cardiovasculares. A diabetes ainda é a principal causa de doença renal crónica com necessidade de hemodiálise e causa de números significativos de cegueira e amputações.”

          Tipos de diabetes

          Existem três tipos mais comuns: a diabetes tipo 1, tipo 2 e a diabetes gestacional.

          A diabetes tipo 1 surge maioritariamente em crianças e jovens. Deve-se a uma destruição autoimune do pâncreas, ou seja, o organismo produz células que vão atacar o próprio pâncreas com consequente ausência da produção de insulina.

          Já a diabetes tipo 2, representa 95% dos casos e afeta sobretudo adultos a partir dos 50 anos.”

          A diabetes gestacional, que pode ocorrer durante gravidez e geralmente desaparece após o parto, aumenta o risco de, mais tarde, a mãe e o bebé desenvolverem diabetes tipo 2.

          Sinais de alarme

          O aparecimento da diabetes tipo 1 é repentino e provoca sintomas como micções frequentes, sede excessiva, muita fome, emagrecimento rápido, sensação de fadiga e dores musculares, náuseas, vómitos ou dores de cabeça.

          A diabetes tipo 2 surge devagar e as queixas não serem muito pronunciadas pelo paciente- sede, urinar frequentemente, cansaço, comichão intensa (especialmente na região genital) e, em alguns casos, perda de peso. Em fases tardias, poderão existir complicações como problemas sexuais, mãos e pés dormentes ou com formigueiro ou diminuição da visão.

          Na diabetes gestacional, os sintomas podem incluir a necessidade de urinar com mais frequência, muita fome, sede e visão turva.


          Intolerância à Lactose

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          Intolerância à Lactose?

          Todos nós já ouvimos falar de intolerância à lactose, mas será que sabemos realmente o que significa?
          Neste artigo explicamos-lhe o que acontece quando o organismo tem dificuldade em processar o açúcar que está presente no leite e nos seus derivados, os sinais de alarme e como tratar este problema.

          Por Marisa Ferreira.

          O que é a intolerância à lactose?
          Por vezes, o açúcar que está presente no leite e nos seus derivados – a lactose – não é bem digerido pelo organismo, devido à incapacidade do intestino delgado produzir quantidades suficientes de lactase, a enzima necessária para processar a lactose. Esta insuficiência enzimática provoca intolerância à lactose, que se traduz em sintomas como distensão abdominal (inchaço), náuseas, cólicas, flatulência e diarreia, após a ingestão de alimentos ou bebidas que têm na sua composição este tipo de açúcar.
          Em Portugal, segundo a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, cerca de 30% da população sofre de intolerância à lactose. Esta poderá surgir logo nos primeiros anos de vida, quando já há uma propensão genética. Noutros casos, surge mais tarde, «quando a intolerância é desenvolvida ao longo da vida, devido a determinadas doenças gastrointestinais ou cirurgias».

          Fatores de risco
          Com o processo de envelhecimento há também uma diminuição gradual da produção da enzima láctase, o que leva a que a idade avançada seja um importante fator de risco, assim como a etnia, visto a intolerância à lactose ser mais comum em negros, asiáticos e hispânicos.
          O tipo e a quantidade de bactérias presentes na flora intestinal de cada pessoa também poderão estar relacionados com o desenvolvimento da intolerância à lactose. Por outro lado, algumas patologias que afetam o intestino delgado podem causar alterações na produção de lactase. As gastroenterites virais ou bacterianas, os tratamentos com quimioterapia, a diabetes em fase mais avançada, a doença celíaca ou a doença de Crohn são alguns exemplos.

          Diagnóstico e tratamento
          «Um correto diagnóstico é fundamental, porque os sintomas podem ser confundidos com outro tipo de patologias do trato gastrointestinal», alerta Paula do Carmo Martins. O diagnóstico inclui a história clínica e queixas do paciente, mas também poderá envolver a realização de exames complementares, como o teste de tolerância à lactose, entre outros.
          A redução da quantidade de lactose ingerida é também uma das primeiras estratégias aconselhadas pelos especialistas e também umas das mais eficazes para diminuir alguns sintomas. Depois de confirmada a intolerância à lactose, deverá ser iniciado o tratamento. Este passa por retirar todos os alimentos que contenham lactose da dieta alimentar, durante um determinado período de tempo. Nesta fase, a intervenção e o acompanhamento de um nutricionista é fundamental.
          «É importante haver uma avaliação nutricional porque, com frequência, esta é uma fase de moderado risco nutricional, com uma baixa ingestão de cálcio, que aumenta o risco de osteoporose, bem como de perda de peso e desnutrição». É também o nutricionista que aconselhará os alimentos a evitar e as quantidades adequadas de lactose a ingerir, de acordo com o perfil de cada pessoa.




          Insolação, aprenda a proteger os mais pequenos

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          Insolação, aprenda a proteger os mais pequenos
          Por Marisa Ferreira.


          Chegou o verão e com ele a praia, a piscina e os tempos passados ao ar livre. Entusiasmados com as brincadeiras e a alegria que esses momentos lhes proporcionam, as crianças correm sérios riscos se não forem protegidas dos malefícios da exposição solar excessiva. 
          Aproveite o verão ao máximo, proteja os mais pequenos dos perigos do calor. Saiba como prevenir a insolação e aprenda a reconhecer os sinais de alerta.


          Previna:


          • - 30 minutos antes de saírem de casa, aplique protetor solar de índice elevado,
          • eficaz contra os UVB e UVA, que deverá ser reposto a cada 2 horas e/ou
          • sempre que a criança tome vá à água. Usar o protetor não só na praia e
          • piscina, mas também em todas as atividades ao ar livre (desporto,
          • 'brincadeiras'...).
          • - Vista as crianças com roupas leves, frescas e de algodão.
          • - Óculos de sol com proteção anti-UV.
          • - Na praia, colocar um chapéu com abas (proteção da face, nariz, orelhas e
          • nuca), usar roupa protetora (braços, tronco, pernas).
          • - Evitar as horas de maior calor, ou seja, entre as 11h00 e as 17:00, dado que
          • neste espaço de tempo o sol incide verticalmente à camada de ozono e os
          • UVA e UVB atravessam-na mais facilmente. 
          • - Preferir a sombra, protegendo a criança do calor, especialmente em crianças
          • com menos de 1 ano de idade.
          • - Com templo nublado não se esqueça do protector solar, uma vez que os raios
          • são quase tão perigosos como com sol.
          • - Tenha em atenção o reflexo dos raios solares na neve (85%), na praia (20%),
          • na água e na relva (5%). Estar à sombra de uma chapéu de sol ou toldo não é
          • suficiente para evitar os escaldões.
          • - Manter a hidratação com ingestão de água e frutas. A exposição a radiações
          • solares elevadas por mais tempo do que o organismo consegue suportar, irá
          • provocar uma produção excessiva de suor, na tentativa de autorregulação
          • térmica. O calor intenso, a subsequente perda de água no corpo, a utilização
          • de roupas inadequadas que impedem a evaporação do suor, são algumas das
          • condições favoráveis a que a desidratação severa aconteça. 

          Nunca deixe a criança no interior do automóvel, nem que seja por breves instantes, pois no interior do carro a temperatura tende a subir exponencialmente.

          As crianças com menos de 3 anos não devem ser expostas à luz directa do sol.

          Sinais de alarme


          Se a criança se queixar de secura na boca, sede e/ou apresentar a pele vermelha e ressequida, retire-o imediatamente do sol e tente repor a hidratação com ingestão lenta de água. A falta de cuidados podem provocar febre com temperaturas iguais ou superiores a 40°C, dor de cabeça, respiração ofegante e falta de ar, enjoos, vómitos e diarreias, agitação, irritabilidade, aumento dos batimentos cardíacos, confusão mental e delírio, fala arrastada e convulsões. 
          Em caso de desmaio ou mal-estar geral, ligue, de imediato, para o serviço de emergência médica (112). Enquanto aguarda pela assistência médica, transporte a criança para um local fresco e arejado, deite-a no chão com a cabeça elevada, tente repor a 
          hidratação através da ingestão de pequenos golos de água fresca e aplique toalhas húmidas no rosto e corpo. Para estimular a circulação sanguínea, massaje com suavidade algumas zonas do corpo e não dê nenhum medicamento analgésico à criança. 
          A insolação é uma condição perigosa que poderá causar lesões graves em órgãos internos vitais, como o cérebro, coração, rins e músculos, se não for forem tomadas medidas de urgência. Mas é completamente evitável se adotar medidas de prevenção.

          Cuide do seu coração!

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          Cuide do seu coração!

          Por Marisa Ferreira.

          O coração está associado à vitalidade do corpo humano. Tem como principal missão bombear o sangue, assegurando o transporte de oxigénio e nutrientes a todos os órgãos e células.

          Desafio: prevenir e conhecer a doença coronária

          A doença coronária é uma doença que pode derivar em situações de enfarte do miocárdio. Adotar hábitos saudáveis, saber reconhecer sintomas e o que fazer são as regras de ouro para evitar esta doença cardiovascular.

          Talvez saiba que o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de morte em Portugal. Mas talvez desconheça porque surge. Mais ainda, sabe reconhecer os sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e como atuar? Segundo a Sociedade Portuguesa de Acidente Vascular (SPAVC), o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de morte e incapacidade em Portugal. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que o AVC é responsável pela morte de 5 milhões de pessoas, anualmente, a nível mundial.

          O AVC tem uma componente genética e é mais frequente nos homens e em idades avançadas, embora também ocorra em mulheres e pessoas mais jovens. Algumas doenças como a diabetes, obesidade e hipertensão arterial, entre outras, aumentam o risco de AVC, assim como o sedentarismo, uma alimentação rica em sal, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

          O que é um AVC?
          O AVC é provocado por uma descida repentina do fluxo sanguíneo responsável pela irrigação do cérebro. Muitas das vezes é provocado pelo bloqueio de um vaso sanguíneo do cérebro (AVC isquémico) ou pela rutura deste (AVC hemorrágico). Estes problemas são causados pela acumulação de placas de gordura nas paredes das artérias (aterosclerose). O bloqueio ou rutura de um vaso sanguíneo faz com que essa zona cerebral não receba oxigénio levando à morte celular.

          Sinais de alerta
          A falta de oxigénio em determinada zona do cérebro e a consequente morte celular manifesta-se de várias formas e em diversos pontos do corpo, traduzindo-se nos seguintes sinais de alarme:

          Desvio na face: Um dos lados do rosto pode estar dormente ou descaído. Repare se os 2 lados da boca estão simétricos.
          Falta de força num braço: A pessoa pode ter dificuldade em movimentar um dos braços.
          Dificuldade em falar: pode ser difícil de perceber o que a pessoa diz e/ou não fazer sentido.
          Diminuição da visão: pode ocorrer uma diminuição abrupta da visão num dos olhos ou nos 2.
          Outros sintomas: podem surgir subitamente dores de cabeça fortes; dificuldade em compreender o que as outras pessoas estão a dizer; dificuldade repentina em andar e em coordenar movimentos.

          O que fazer em caso de AVC?
          O AVC é uma urgência, pelo que deve deitar a pessoa de lado, certificar-se se respira bem e contactar de imediato o serviço de emergência 112.

          Consequências de um AVC
          De acordo com a zona do cérebro que foi afetada e a extensão das lesões, o AVC pode provocar várias sequelas – que podem ser praticamente inexistentes, manifestarem-se através de alterações cognitivas, comportamentais, motoras ou ao nível da fala, entre outras. Quando um AVC é muito grave, a pessoa pode morrer ou ficar dependente de terceiros.

          O tempo que decorre entre o início do AVC e a realização do tratamento é determinante: as sequelas são consideravelmente mais graves se o intervalo for superior a 3 horas.

          O que pode fazer para reduzir o risco de AVC?
          Faça uma alimentação equilibrada, diversificada, pobre em sal e gorduras.
          Controle os níveis de colesterol, de tensão arterial e de glicemia em jejum (aconselhe-se com o seu médico quanto à periodicidade).
          Mantenha um peso adequado.
          Pratique exercício físico.
          Não consuma bebidas alcoólicas em excesso.
          Não fume.
          O AVC provoca a morte das células numa determinada zona do cérebro e pode manifestar-se através de vários sintomas. É importante saber reconhecê-los e como atuar, pois quanto mais precoce for o tratamento, maior será a probabilidade de as sequelas serem menores.

          Sabe que doença mata mais em Portugal? Sabe que doença mata mais em Portugal?

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          Doenças do Aparelho Circulatório


          São as Doenças do Aparelho Circulatório como por exemplo, Enfarte Agudo do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral ou outras doenças das artérias ou veias.
          O que aumenta a probabilidade/possibilidade de vir a desenvolver uma doença dessas (aumento do Risco Cardiovascular)?
          Existem alguns fatores que aumentam a possibilidade ou probabilidade de desenvolver uma Doença do Aparelho Circulatório, ou seja, aumentam o Risco Cardiovascular. São chamados
          fatores de Risco Cardiovasculares:
          • Excesso de peso
          • Perímetro abdominal aumentado
          • Alimentação não adequada
          • Exercício físico não adequado
          • Tensão artéria elevada
          • Colesterol elevado
          • Diabetes
          • Álcool
          • Tabaco
          Quando devo “rastrear”/procurar esses Fatores de Risco Cardiovasculares?
          De forma rotineira, consultando o seu médico uma vez por ano, a partir dos 40 anos ou antes se se justicar (por exemplo, história familiar sugestiva).
          Uma das possibilidades para avaliar o RCV é a utilização de uma escala chamada SCORE. Esta divide o Risco Cardiovascular em 4 degraus, segundo a probabilidade de vir a desenvolver uma Doença do Aparelho Circulatório fatal (ou seja, da qual resultará em morte) nos próximos 10 anos.
          Baseia-se no género, idade, tabaco, tensão arterial e colesterol total. Os 4 graus de risco são: Baixo, Moderado, Elevado e Muito Elevado.
          Se eu estiver um Risco Cardiovascular Elevado ou Muito Elevado é possível alcançar um risco mais baixo?
          Sim, se evitar e/ou controlar os tais FRCV, poderá passar para uma categoria de risco mais baixo (Baixo ou Moderado) e assim diminuir a sua possibilidade/probabilidade de vir a desenvolver uma Doença do Aparelho Circulatório fatal (diminuir o Risco Cardiovascular).


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          E como poderei fazer isso?

          Evitando e/ou controlando os Fatores de Risco Cardiovasculares da seguinte forma:
          •Manter um peso adequado (IMC entre 19 e 25 Kg/m2)
          •Manter um perímetro abdominal adequado (Homens <94cm;
          Mulheres <80 cm)
          • Alimentar-se de forma correta (fazer 5 refeições por dia,
          reduzir a quantidade de sal, evitar gorduras e fritos)
          •Praticar exercício físico regularmente (caminhadas de 30 a
          60 minutos por dia, com passo regular e rápido de forma a ficar com a roupa transpirada ou 1 hora de exercício mais intenso 3 vezes por semana)
          • Controlar a Tensão Arterial (<140/80 mmHg)
          • Controlar o Colesterol (de acordo com objetivos individuais)
          • Controlar a Diabetes (Glicose em jejum e HbA1C de acordo com características individuais)
          •Reduzir a quantidade de álcool para valores que não prejudicam a saúde:
          (Homens dos 18 aos 64 anos: 2 copos vinho tinto 10o/dia (= 20 cl/dia); Homens >65 anos e Mulheres: 1 copo vinho tinto 10o/dia (= 10 cl/dia)
          • Deixar de fumar

          Bulimia Nervosa.

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          (In Portal Alimentação Saudável)


          Bulimia

           
          A bulimia nervosa, habitualmente denominada de bulimia, é um transtorno alimentar marcado por episódios de voracidade seguidos de purgas. Durante um episódio de voracidade, um bulímico ingere uma grande quantidade de comida de uma só vez, mas depois purga-a, quer induzindo vómitos, quer tomando um laxante ou diurético. Para os bulímicos, comer compulsivamente e purgar constitui um ciclo, mas eles podem não ganhar ou perder peso suficiente para que se torne óbvio que padecem de um transtorno alimentar. Danos no tracto digestivo, boca, dentes e glândulas salivares são comuns entre bulímicos e o ciclo “alimentação compulsiva – purga” constante significa que os bulímicos raramente retêm vitaminas e minerais suficientes para se manterem saudáveis. Estes factores podem ter efeitos prejudiciais sérios e prolongados na saúde.

           
          Sinais de Bulimia

          Apesar de a bulimia estar na maioria das vezes associada a uma fraca auto-estima e fraca auto-confiança, são os comportamentos dos bulímicos que denunciam o seu transtorno alimentar ao exterior. A bulimia é um transtorno alimentar que se manifesta através de uma alimentação compulsiva seguida de purga, e estes comportamentos são os sinais característicos  deste transtorno. Muitos bulímicos têm também comportamentos que se tornam sinais de aviso, tais como:
          ● Esconder a comida reservada para episódios de voracidade (incluindo frequentemente pão, massa, doces, sobremesas, batatas fritas e gelados. No entanto, qualquer tipo de comida pode ser consumida durante a ingestão compulsiva);
          ● Mentir sobre o que comeram;
          ● Comer compulsivamente em segredo;  

          ● Vomitar em segredo;
          ● Esconder artigos como laxantes ou diuréticos;  
          ● Deixar a água da torneira ou do duche a correr na casa de banho para disfarçar os episódios de purgação;  
          ● Demonstrar uma preocupação profunda em relação ao peso, forma do corpo e aspecto em geral;
          ● Queixas frequentes em relação a dores de garganta (causadas pelos repetidos vómitos);
          ● Queixas frequentes em relação a problemas dentários (também causados pelos vómitos);
          ● Esconder-se atrás de roupas largas e soltas;
          ● Demonstrar pouco ou nenhum impulso sexual.  
           
          Diagnóstico de Bulimia

          Apesar de a bulimia ser um transtorno alimentar e, como tal, devastar a saúde física, é diagnosticada de acordo com critérios de saúde mental. É necessário haver correspondência com cinco critérios padrão para que a bulimia seja diagnosticada, incluindo comer compulsivamente, purgar (vómito provocado, uso impróprio de laxantes, uso impróprio de diuréticos, uso impróprio de clisteres, passar fome  e/ou excesso de exercício), um ciclo de compulsão alimentar purga pelo menos duas vezes por semana durante três meses – alimentando um medo profundo em relação ao aumento de peso –, ideias irrealistas relacionadas com o peso ideal e a ausência de anorexia. Se um indivíduo come em excesso e purga durante um episódio de anorexia, considera-se, então, que sofre de Anorexia do Tipo Compulsivo e Purgativo. No entanto, se for diagnosticada bulimia, será necessário determinar um subtipo. A Bulimia Nervosa do Tipo Purgativo é diagnosticada quando um bulímico purga para libertar o corpo de comida, ao passo que a Bulimia Nervosa do Tipo Não-Purgativo é diagnosticada quando o bulímico não purga para libertar o corpo de comida, mas faz exercício ou jejua em excesso após comer compulsivamente.
           
          Obter Ajuda e Tratamento

          Não existe uma cura única e reconhecida para a bulimia, mas há uma variedade de opções de tratamento. Cada bulímico trabalha com profissionais de saúde mental para conceber uma fusão de tratamentos que se adequem a todos os seus comportamentos e preocupações. Os tratamentos comuns para a bulimia incluem aconselhamento/terapia, aconselhamento/terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental (para alterar os hábitos alimentares), uso de grupos de apoio ou terapia de grupo e aconselhamento e planeamento nutricional. Raramente é utilizada medicação como tratamento para a bulimia, a não ser que seja receitada para tratar condições que lhe estejam associadas, tais como a depressão. Pode ser obtida informação adicional relativamente ao diagnóstico e tratamento da bulimia através de um médico de clínica geral, um profissional de saúde mental ou através de outras entidades competentes.


          Zika. O que precisa de saber!

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          Zika, o que precisa saber!



          Este vírus manifesta-se através de febre, dor nas articulações e músculos, além de conjuntivite e manchas vermelhas na pele. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito da
          Dengue, e os sintomas normalmente surgem 10 dias após a picada.

          O Zika não se propaga entre humanos. A única forma de contrair esta doença é através da picada de mosquitos infectados. No entanto, se um mosquito que picar uma pessoa com o vírus, este torna-se automaticamente portador da doença e elemento contagiante.
          Apesar dos sintomas serem semelhantes ao Dengue, o Zika não é tão agressivo e os sintomas não são tão fortes e desaparecem entre 4 a 7 dias, no entanto, é importante consultar um médico e fazer um diagnóstico correto.

          Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe, manifestando-se através de:
          Febre, entre 37,8°C e 38,5°C;
          Dor nas articulações, principalmente das mãos e pés;
          Dor nos músculos do corpo;
          Dor de cabeça, que se localiza principalmente atrás dos olhos;
          Conjuntivite, que é uma inflamação do olho e que provoca cor avermelhada dos olhos, sensação de picada que leva a lacrimejar, inchaço das pálpebras e secreção amarela;
          Hipersensibilidade nos olhos, e maior sensibilidade à luz do dia;
          Manchas vermelhas na pele, que se iniciam na face e que se podem espalhar pelo corpo, podendo ser confundidas com sarampo;
          Cansaço físico e mental.

          Embora com menos frequência, também é possível identificar em alguns pacientes problemas digestivos, dor no abdómen, náuseas, vómitos, diarreia ou prisão de ventre.

          Durante a gravidez, é necessário um cuidado especial. O vírus pode ser contraído pelo feto provocando em situações extremas o desenvolvimento de microcefalia.

          De uma forma geral, e caso sinta o agravamento deste tipo de sintomas, consulte o seu médico.


          Mau Hálito?


          hal
          (In Portal do Instituto do Hálito)


          Mau hálito ou halitose?
          Embora a expressão mau hálito seja a mais vulgarmente usada, o termo médico que define um hálito desagradável é halitose . O termo surgiu pela primeira vez em 1921, num rótulo de um elixir americano. Estima-se que até cerca de 30% da população mundial possa sofrer deste problema de uma forma frequente, independentemente do sexo, idade e classe social. Nos Estados Unidos, é o terceiro motivo mais frequente de consulta ao dentista (depois da cárie dentária e da doença periodontal). Apesar do termo médico halitose ser relativamente recente, é uma das patologias mais antigas e problemáticas com impacto na coexistência social.

          Halitose: um tema tabu nos dias de hoje
          Como acontece com outras doenças “embaraçosas”, na maioria dos casos ouve-se falar sobre mau hálito quando é um tema jocoso de anedotas e escárnio. Tem sido demonstrado que o facto de uma pessoa sentir-se insegura em relação ao seu próprio hálito, sem o discutir convenientemente, pode resultar em sérios prejuízos psicossociais. Cerca de 20% dos pacientes que recorreram à consulta nunca foram informados ou nunca perguntaram às pessoas mais próximas sobre a existência de halitose.
          As justificações dadas foram o receio de uma resposta afirmativa ou o receio de serem julgados (ainda hoje associa-se impreterivelmente o mau hálito a má higiene). Por outro lado, aqueles que convivem com uma pessoa que padece de halitose, se forem caracterizados por uma total discrição e pudor sobre este tema, dificilmente alertam sobre o problema.

          A halitose como factor desencadeante de efeitos psicológicos graves
          Ainda que possa existir algum grau de preocupação com a saúde física, a maioria das pessoas afectadas preocupa-se mais com as implicações sociais por padecer de halitose. Por esse motivo, a consciência de padecer de mau hálito pode acarretar consequências psicológicas, com manifestações comportamentais visíveis (cobrir a boca ao falar, manter uma maior distância interpessoal ou evitar relações sociais) e outras mais graves.
          O simples acto de cheirar encontra-se imbuído de carga emocional, podendo suscitar a aproximação ou repulsa, e até estimular a memória (tanto para aquele que padece como para os que o rodeiam). A percepção de um hálito desagradável geralmente despoleta um aumento imediato das emoções negativas, como irritabilidade, mal-estar, nervosismo e agitação.


          A halitose como sinal de uma patologia subjacente
          O hálito humano (mesmo o considerado normal) é um gás de uma composição complexa. Nos últimos 30 anos, têm sido identificados múltiplos compostos voláteis e constatou-se que uma amostra típica de ar exalado, de uma mesma pessoa, apresenta geralmente mais de 200 compostos de natureza distinta. São diversos os factores que determinam a ocorrência destes compostos, nomeadamente o estado de saúde geral, a condição física, diversas patologias, a ingestão alimentar e medicamentosa, factores ambientais e os estilos de vida.
          Até à data, foram detectados mais de 3000 compostos diferentes no hálito de diferentes pessoas, muitos dos quais associados a patologias subjacentes. A detecção e a identificação da sua origem podem ser importantes no diagnóstico precoce de certas doenças com efeitos prejudiciais (por exemplo, a periodontite pode resultar na perda prematura dos dentes).

          As origens mais frequentes de halitose
          O relatório de 2010 publicado pelo Instituto do Hálito indicou que a maioria dos pacientes (60%) que procuraram tratamento nos centros clínicos da rede na Península Ibérica possui halitose com origem oral. No entanto, a proporção de halitose com esta origem tem diminuído nos últimos anos. Algumas explicações possíveis são a crescente sensibilização por parte da população para uma higiene oral adequada.

          As causas extra-orais (aparelho respiratório, tubo digestivo e sistémicas) são responsáveis por cerca de 17% dos casos diagnosticados pelo Instituto do Hálito. Estas causas são de diagnóstico mais complexo e requerem geralmente uma tecnologia mais avançada, sendo mais susceptíveis de detectar numa consulta especializada de halitose.

          Nos restantes 23% dos pacientes que procuraram os centros clínicos do Instituto do Hálito não foi diagnosticada halitose verdadeira. Certas condições como a diminuição da secreção salivar, problemas digestivos, stress/ansiedade, embora em alguns casos originem halitose verdadeira, podem criar sensações gustativas que são percebidas como sensações olfactivas e induzir uma pessoa a crer que padece de halitose.

          Inovações tecnológicas no diagnóstico da halitose
          Existem várias formas de diagnosticar a presença de halitose, tais como a auto-percepção do paciente, provas organolépticas olfactivas e monitores de compostos sulfurados. Porém, a cromatografia gasosa é o método mais fiável e objectivo, pois separa os gases pelo peso molecular, permitindo a sua identificação e medição da concentração tanto em amostras do ar expirado como da saliva, saburra lingual, etc.
          A cromatografia gasosa pode ser combinada com a espectrometria de massa, o que aumenta a amplitude deste método. Estas amostras são analisadas e podem ser identificadas comparando os espectros de massa com aqueles guardados numa base de dados de referência de um computador.

          Cancro. O que é?

          cancro
          (In Portal da Saúde)


          Saiba o que é o cancro, como pode ser detectado precocemente e quais os factores de risco.


          O tempo é determinante no combate ao cancro. Informe-se e, pela sua saúde, consulte o médico quando suspeitar dessa situação. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.

          O que é o cancro?
          A palavra cancro é utilizada genericamente para identificar um vasto conjunto de doenças que são os tumores malignos.
          Os tumores malignos são muito diversos, havendo causas, formas de evolução e tratamentos diferentes para cada tipo. Há, porém, uma característica comum a todos eles: a divisão e o crescimento descontrolado das células.
          Todos os tumores são cancros?
          Não.
          Existem dois tipos de tumores: os benignos e os malignos. Neoplasia é também uma designação frequente para tumor.
          Os tumores malignos, ao contrário dos tumores benignos, possuem duas características potenciais, que podem ou não estar expressas na altura em que a doença é diagnosticada:
          • Podem-se espalhar por metástases, isto é, aparecer tecido tumoral noutros órgãos diferentes daquele de onde se origina (por exemplo: fígado, pulmão, osso, etc);
          • Podem infiltrar outros tecidos circunvizinhos, incluindo órgãos que estão próximos.
          Os tumores malignos são aqueles a que normalmente chamamos cancro. As doenças cancerosas são também designadas por oncológicas.
          Como surge o cancro?
          O cancro surge quando as células normais se transformam em células cancerosas ou malignas. Isto é, adquirem a capacidade de se multiplicarem e invadirem os tecidos e outros órgãos.
          A carcinogénese, o processo de transformação de uma célula normal em célula cancerosa, passa por diferentes fases. As substâncias responsáveis por esta transformação designam-se agentes carcinogéneos. São exemplos de carcinogéneos as radiações ultravioletas do sol, os agentes químicos do tabaco, etc.
          Para que se desenvolva um cancro é necessário que, de forma cumulativa e continuada, se produzam alterações celulares durante um largo período de tempo, geralmente durante anos.
          Como resultado, cresce o número de células que apresentam alterações de forma, tamanho e função e que possuem a capacidade de invadir outras partes do organismo.
          Como é que se diagnostica um cancro?
          Um cancro pode ser suspeitado a partir de várias pistas: as queixas que o doente refere, a observação médica, diversos exames médicos (análises, TAC - tomografias axiais computorizadas e muitos outros – a definir consoante a circunstância) ou as achadas numa cirurgia.
          Mas para confirmar o diagnóstico de um cancro é geralmente necessário uma amostra do tumor (biópsia). A análise dessa amostra permite determinar se a lesão é um cancro ou não. Este estudo dos tecidos (análise histológica)  permite classificar e saber, na maioria dos casos, quais são os tecidos e as células das quais provém o tumor e quais são as características das mesmas. Por vezes é possível diagnosticar ou suspeitar de um cancro através da análise de células colhidas em locais de acesso superficial (citologia exfoliativa de, por exemplo, o colo do útero) ou por punção com aspiração das células (citologia aspirativa) Estes factores são fundamentais para determinar o tratamento mais adequado em cada caso.

          Quais são os tipos de cancro?
          Os cancros classificam-se de acordo com o tipo de células avaliado pela anatomia patológica, em:
          • Carcinoma - Tumor maligno que se origina em tecidos que são compostos por células epiteliais, ou seja, que estão em contacto umas com as outras, formando estruturas contínuas, como, por exemplo, a pele, as glândulas, as mucosas. Aproximadamente 80 por cento dos tumores malignos são carcinomas.
          • Sarcoma - Tumor maligno que tem origem em células que estão em tecidos de ligação, por exemplo ossos, ligamentos, músculos, etc. Nestes, as células estão unidas por substância intercelular e não são epitélios, são tecidos conjuntivos.
          • Leucemia - Vulgarmente conhecida como o cancro no sangue. As pessoas com leucemia apresentam um aumento considerável dos níveis de glóbulos brancos (leucócitos). Neste caso, as células cancerosas circulam no sangue e não há normalmente um tumor propriamente dito.
          • Linfoma - Cancro no sistema linfático. O sistema linfático é uma rede de gânglios e pequenos vasos que existem em todo o nosso corpo e cuja função é a de combater as infecções. O linfoma afecta um grupo de células chamadas linfócitos. Os dois tipos de linfomas principais são o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin.

          É possível detectar o cancro precocemente?
          Alguns tipos de cancro podem ser detectados precocemente.
          A detecção precoce e o tratamento adequado imediato levam ao prolongamento do tempo de vida. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.

          Quais são os métodos de detecção precoce?
          Consoante o tipo de tumor existem exames que podem permitir uma detecção precoce de alguns cancros. Para alguns tumores justifica-se a realização de exames de rotina a toda a população em risco para a detecção precoce de neoplasia. O tipo de exame varia consoante o tumor que se procura. Por exemplo, mamografia (radiografia das mamas) para o cancro da mama feminina ou citologia (exame das células) do colo do útero ou, ainda, pesquisa de sangue nas fezes para o cancro do intestino grosso (cólon). Nem todos os tumores justificam exames de rotina para a sua detecção em população sem sintomas ou sinais de suspeição. O seu médico saberá quais os exames indicados e os momentos adequados para os fazer.

          Quais são os sintomas a que se deve estar atento?
          Os sintomas que acompanham com maior frequência os diferentes tipos de cancro e para os quais deve estar atento são:
          • Nódulo (caroço) ou dureza anormal no corpo. A maioria dos nódulos ou úlceras pode dever-se a manifestações benignas, mas não deve descurar a hipótese de se tratar de uma lesão maligna.
          • Dor persistente no tempo (que não desaparece com analgésicos) e da qual deve informar o seu médico.
          • Sinal ou verruga que se modifica.
          • Perda anormal de sangue ou outros líquidos. Uma hemorragia vaginal, urinária, pelas fezes, na expectoração, etc., pode ser um sintoma de uma doença benigna, mas também pode ser sintoma de um tumor maligno que se origina no útero, vagina, cólon ou pulmão.
          • Tosse ou rouquidão persistente. Tosse ou rouquidão que persiste mais de duas semanas e que não desaparece com tratamento sintomático deve ser analisada por um otorrinolaringologista. Deve ter especial atenção se é fumador.
          • Alteração nos hábitos digestivos, urinários ou intestinais. Na maioria das ocasiões pode tratar-se de uma lesão benigna. A modificação dos hábitos intestinais, a alternância dos mesmos e a alteração da cor das fezes podem indicar a necessidade de um estudo para descartar a existência de um cancro colorectal.
          • Perda de peso não justificada. A perda de peso sem fazer dieta, mantendo os mesmos hábitos alimentares e sem aumentar a actividade física deve ser valorizada.




          Que testes de rastreio devem ser feitos?
          De acordo com uma Recomendação do Conselho da União Europeia à Comissão e aos Estados Membros, devem ser feitos os seguintes testes de rastreio:
          • Rastreio do cancro do colo do útero: realização do Teste de Papanicolau - a iniciar entre os 20 e os 30 anos;
          • Rastreio do cancro da mama: realização de mamografia nas mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos;
          • Rastreio do cancro colorectal: pesquisa de sangue oculto nas fezes em homens e mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos.
          A ocorrência de determinadas doenças prévias no indivíduo e, especialmente, a ocorrência de determinadas doenças oncológicas em familiares próximos podem justificar um plano de rastreio diferente, a definir pelo médico

          Factores de risco e formas de prevenção
          De acordo com o código europeu contra o cancro (CECC).
          • Fumar. Não fume. Se é fumador, deixe de o ser o mais rapidamente possível. Não fume na presença de não fumadores.
          • Obesidade. Evite a obesidade.
          • Pratique, diariamente, exercício físico.
          • Aumente a ingestão diária de vegetais e frutos e limite a ingestão de alimentos contendo gorduras animais.
          • Modere o consumo de bebidas alcoólicas, tais como cerveja, vinho e bebidas espirituosas.
          • Evite a exposição demorada ou excessiva ao sol. É importante proteger as crianças, os adolescentes e os adultos com tendência para queimaduras solares.
          • Cumpra as instruções de segurança relativas a substâncias ou ambientes que possam causar cancro.
          • As mulheres devem participar no rastreio do cancro do colo do útero (Papanicolau).
          • As mulheres devem participar no rastreio do cancro da mama.
          • As mulheres e os homens devem participar no rastreio do cancro do cólon e do recto.
          • Participe em programas de vacinação contra a Hepatite B de acordo com as normas da Direcção-Geral da Saúde.

          A Actividade Física.

          exercicioidosos
          (In Portal da Saúde)

          Benefícios da actividade física para crianças e adolescentes, mulheres, idosos activos e indivíduos com incapacidades.


          Crianças e adolescentes

          O exercício físico regular fornece aos jovens inúmeros benefícios (físicos, mentais e sociais) para a saúde.
          Os estudos mostram que:

          • Nos adolescentes, quanto mais participarem em actividades físicas, menor será a probabilidade de virem a fumar;
          • Nas crianças que são mais activas fisicamente verifica-se um melhor desempenho académico; 
          • Os jogos de equipa promovem de forma positiva a integração social e facilitam o desenvolvimento das capacidades sociais dos adolescentes.

          No entanto, os jovens, hoje em dia, estão cada vez mais inactivos, inadaptados e a aumentar excessivamente de peso.  É necessário unir esforços na promoção do exercício físico e desporto nos jovens.
          As
          escolas têm a oportunidade única de providenciar exercício físico adequado para todos os jovens, em igualdade de circunstâncias, através de programas oficiais de educação física, programas desportivos escolares e iniciativas desportivas ou actividades físicas após o horário escolar.

          Mulheres

          O exercício físico regular ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares, responsáveis, nos países em desenvolvimento, por metade das mortes em mulheres acima dos 50 anos.
          Estudos recentes mostram que exercício físico moderado e a modificação dos hábitos alimentares podem prevenir mais de metade dos casos de diabetes não insulino-dependente.
          O exercício físico também pode ajudar a prevenir e a tratar a osteoporose. As mulheres, particularmente após a menopausa, têm maior risco do que os homens de desenvolver osteoporose.

          A frequência de depressão nas mulheres é quase o dobro da dos homens, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. Por isso, reduzir o
          stress, a ansiedade, a depressão e a solidão através do exercício físico resulta em benefícios evidentes.

          No entanto, é necessário não esquecer o facto de que, principalmente nos países em desenvolvimento, nas áreas rurais e peri-urbanas de baixo nível socioeconómico, as mulheres podem estar fisicamente exaustas devido a actividades físicas "ocupacionais", dentro ou fora de casa. Há que aconselhar actividades físicas mais adequadas à sua condição específica e possivelmente adaptá-la a actividades de lazer.


          Pessoas idosas activas

          O aumento do número de pessoas idosas é um sinal positivo do desenvolvimento. No entanto, acarreta um significativo acréscimo nos custos para os serviços de saúde e sociais, dependendo da saúde e capacidade funcional da população idosa.

          O exercício físico é importante para as pessoas idosas saudáveis, aumentando e mantendo a qualidade de vida e independência dos idosos. A actividade física melhora a força, o equilíbrio, a coordenação, a flexibilidade, a resistência, a saúde mental, o controlo motor e a função cognitiva. Ajuda a prevenir as quedas (a maior causa de incapacidade entre a população idosa).

          Caminhadas e sessões organizadas de exercício físico, adequadas a cada idoso, permitem o convívio social, reduzindo sentimentos de solidão ou de exclusão social.

          Indivíduos com incapacidades

          Às pessoas com incapacidades devem ser fornecidas oportunidades e suporte para poderem praticar desporto e exercício físico adaptado às suas condições físicas.

          O objectivo é ajudar as pessoas com incapacidades a melhorarem a sua força muscular, o seu bem-estar psicológico e a sua qualidade de vida, aumentando a possibilidade de poderem praticar diariamente actividade física.

          Gripe

          Captura de ecrã 2016-01-18, às 19.52.38
          (In Portal da Saúde)


          O que é a gripe?

          É uma doença aguda viral que afeta predominantemente as vias respiratórias.

          Como se transmite a gripe?

          O vírus é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infetada, expelidas sobretudo através da tosse ou de espirros, mas também por contato direto, por exemplo, através das mãos.

          Qual é o período de incubação?

          O período de incubação (tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infetada e o aparecimento dos primeiros sintomas) é, geralmente, de 2 dias, mas pode variar entre 1 e 5 dias.

          Qual é o período em que uma pessoa infetada pode contagiar outras?

          O período de contágio começa 1 a 2 dias antes do início dos sintomas e vai até 7 dias depois. Nas crianças pode ser maior.

          Quais os sintomas/sinais da gripe?

          No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de mal-estar, febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e tosse seca. Pode também ocorrer inflamação dos olhos.

          Nas crianças, os sintomas dependem da idade. Nos bebés, a febre e prostração são as manifestações mais comuns. Os sintomas gastrintestinais (náuseas, vómitos, diarreias) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média pode ser uma complicação no grupo etário até aos 3 anos. Na criança maior os sintomas são semelhantes aos dos adultos.

          A gripe e a constipação são a mesma doença?

          Não. Os vírus que as causam são diferentes e, ao contrário da gripe, os sintomas/sinais da constipação são limitados às vias respiratórias superiores: nariz entupido, espirros, olhos húmidos, irritação da garganta e dor de cabeça. Raramente ocorre febre alta ou dores no corpo. Os sintomas e sinais da constipação surgem de forma gradual.

          Como se diagnostica gripe?

          O diagnóstico é essencialmente clínico, através da identificação dos sintomas e sinais.

          Qual a gravidade da gripe?

          A gripe é, habitualmente, uma doença de curta duração (até 3 ou 4 dias), com sintomas de intensidade ligeira ou moderada, evolução benigna e recuperação completa em 1 ou 2 semanas.

          Nas pessoas idosas e nos doentes crónicos, a recuperação pode ser mais longa e o risco de complicações é também maior, nomeadamente, pneumonia e/ou descompensação da doença de base (asma, diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal).

          Como se evita a gripe?

          A gripe pode ser evitada através da vacinação anual. Por sua vez, recomenda-se evitar o contacto com pessoas com a doença e lavar frequentemente as mãos para ajudar a diminuir a probabilidade de contágio.

          Quem deve ser vacinado contra a gripe?

          Devem ser vacinadas as pessoas que têm maior risco de sofrer complicações depois da gripe:

          • Pessoas com 65 ou mais anos de idade, principalmente se residirem em instituições.
          • As pessoas com mais de 6 meses de idade que sofram de:
            • Doenças crónicas dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado.
            • Diabetes em tratamento (comprimidos ou insulina).
            • Outras doenças que diminuam a resistência a infeções.
          Quem não deve ser vacinado contra a gripe?

          As pessoas com alergia grave ao ovo ou que tenham tido uma reação alérgica grave a uma dose anterior de vacina contra a gripe.

          A vacina contra a gripe funciona?

          Sim. A vacina reduz muito o risco de contrair a infeção e se a pessoa vacinada for infetada terá uma doença mais ligeira.

          Quando deve ser feita a vacinação?

          Como, em Portugal, o pico da atividade gripal tem ocorrido entre dezembro e Fevereiro, a vacinação deve ser feita preferencialmente em outubro/novembro, podendo, no entanto, decorrer durante todo o outono ou inverno.

          Onde se compra a vacina?

          A vacina compra-se nas farmácias e, com receita médica, é comparticipada.

          Como se deve guardar a vacina?

          Depois de comprada, a vacina deve ser administrada logo que possível. Até levar ao serviço de saúde para ser administrada, a vacina deve ser conservada dentro da embalagem, no frigorífico, entre 2º e 8º C (nas prateleiras do meio do frigorífico e não na porta).

          Se estiver com gripe, o que fazer?

          Cuide-se:

          • Fique em casa, em repouso.
          • Não se agasalhe demasiado.
          • Meça a temperatura ao longo do dia.
          • Se tiver febre pode tomar paracetamol (mesmo as crianças). Não dê ácido acetilsalicilico às crianças.
          • Se está grávida ou amamenta não tome medicamentos sem falar com o seu médico.
          • Utilize o soro fisiológico para a obstrução nasal.
          • Não tome antibióticos sem recomendação médica. Não atuam nas infeções virais, não melhoram os sintomas, nem aceleram a cura.
          • Beba muitos líquidos: água e sumos de fruta.
          • Se viver sozinho, especialmente se for idoso, deve pedir a alguém que lhe telefone regularmente para saber como está.

          Evite transmitir a gripe:

          • Reduza, na medida do possível, o contacto com outras pessoas.
          • Lave frequentemente as mãos com água e sabão. Caso não seja possível utilize toalhetes.
          • Use lenços de papel de utilização única (deite nos sanitários ou no lixo comum).
          • Ao espirrar ou tossir, proteja a boca com um lenço de papel ou com o antebraço. Não utilize as mãos.