Saúde pública.

A Depressão na Terceira Idade

A Depressão na Terceira Idade
Sabia que a depressão afeta uma em cada dez pessoas com idades acima dos 65 anos?
Que é a perturbação mais comum na saúde mental em idosos e é frequentemente desvalorizada por pacientes, ao nível de cuidados de saúde primários, e familiares, sendo considerada parte integrante do envelhecimento?
Por Marisa Ferreira
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A desvalorização talvez aconteça porque a depressão na terceira idade, além da apatia e fraca motivação, também típicas do envelhecimento, existem normalmente poucas queixas de tristeza que, por sua vez, é muitas vezes substituída por hipocondria e preocupações somáticas. No entanto, a depressão tem vindo a aumentar, reduzindo a qualidade de vida, aumentando incapacidades físicas – sendo uma das principais causas da dependência funcional de cuidadores para atividades da vida diária como a higiene e a alimentação, e é um dos maiores prenúncios de suicídio na terceira idade. Estas são estimativas que os especialistas acreditam estar próximas da realidade. Mas estes números podem subir ainda mais, uma vez que os médicos estão cada vez mais alerta para diagnosticar o problema.
Ultrapassar os 65 anos pode não ser fácil…. Sobrevém a melancolia, a tristeza e o nervosismo. Na última década, assistiu-se a um aumento considerável na esperança de vida. Assistimos a um incremento da população sénior e à sua crescente importância na sociedade. Isto foi possível devido à prevenção de doenças infeciosas, à melhoria dos cuidados de saúde (meios de diagnóstico e tratamento, cuidados paliativos), à melhoria das condições sanitárias e de higiene, e ao desenvolvimento. O fim das suas carreiras profissionais, o abrandamento do ritmo físico, mudança nos hábitos sociais, problemas económicos, são fatores que levam à "falta de atenção, de ocupação e têm muitas vezes problemas familiares e de solidão", que facilmente são confundidos com caraterísticas da nova fase da vida.
Sintomas:
Um dos grandes obstáculos é mesmo a dificuldade de diagnóstico, em que, grande parte das vezes, a tristeza e a apatia sentida por alguns idosos é vista como característica da idade e não um sinal de depressão.
É muito comum, os próprios idosos não darem atenção aos sintomas que têm- há vários casos de pessoas que passaram muitos anos a tomar conta de alguém mais depressivo do que eles e por isso até se esquecem do que sentem. E quando a outra pessoa morre (seja ela o familiar, o amigo ou simplesmente o vizinho de longa data) é que percebem, finalmente, que também estão deprimidos.
É preciso estar a atento a alguns sintomas, primários, como queixas físicas, cansaço e outros sintomas menores. Estes sintomas podem ser sinal de uma doença psicológica como a depressão.
Fatores e Risco:
Embora a prevalência de depressão em geriatria ser inferior à verificada em outras faixas etárias, ela aumenta com o desenvolvimento de doenças médicas, especialmente cancro, enfarte e distúrbios neurológico; para além de que a recuperação é mais demorada e tem efeitos mais graves.
Em média, um idoso depressivo tem de tomar medicamentos durante mais tempo até conseguir recuperar. Em termos comparativos, um adulto depressivo revê a sua medicação ao fim de quatro semanas, enquanto um sénior só faz essa avaliação um mês e meio depois. A depressão é ainda um fator de risco para a demência. "Nas pessoas que tenham um historial de episódios depressivos há a forte probabilidade de num prazo de cinco anos desenvolver demência",
Não existem diferenças raciais ou étnicas, contudo, a prevalência de depressão no género feminino é superior ao masculino, em todas as idades.
Os fatores associados a maior risco de desenvolvimento de depressão incluem:
        No entanto, os pacientes que tenham tido o primeiro episódio de depressão com mais de 65 anos têm menor probabilidade de ter história familiar de depressão que aqueles cujos episódios surgiram em faixas etárias mais baixas.Assim sendo, defendemos que "se as pessoas chegam à terceira idade com saúde física temos de fazer tudo para que também tenham saúde mental".
        Prevenção:
        Sabe-se que pacientes com doenças médicas crónicas e em risco de depressão aos quais se proporcionaram técnicas de relaxamento, reestruturação cognitiva, resolução de problemas, comunicação, insónia, nutrição e exercício apresentaram redução dos sintomas de depressão, ansiedade, dor e insónia.

        Alimentação:

        Alimentação na luta contra o envelhecimento, neutralizando os radicais livres. Uma alimentação rica em vegetais e que inclua leguminosas, brócolos, folhas verde-escuras, cenoura, cereais integrais e frutos variados, é a melhor proteção contra os radicais livres. A vitamina A e os carotenoides (pro - vitamina A) encontram-se nas cenouras, salsa, espinafres, manga, brócolos e folhas verdes escuras em geral. Os citrinos, morangos, kiwis, couve roxa e pimentos são ricos em vitaminas C. As melhores fontes de vitamina E são os óleos vegetais, óleo de gérmen de trigo, azeite, girassol e soja, desde que não refinados (obtidos a frio), e cereais integrais. O zinco pode ser obtido a partir de amêndoas, nozes, trigo integral, feijão, ervilhas, peixe e gema de ovo. O gérmen de trigo, o alho e o arroz integral são exemplos de alimentos que fornecem selénio. As bagas azul-escuras ou vermelhas (uvas pretas, mirtilos, groselhas, morangos) são ricos em bioflavonoides. As cascas das uvas pretas e o vinho tinto são ricos em resveratrol.

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        Contudo uma alimentação variada e equilibrada, pode não constituir, por si só, uma fonte suficientemente rica em substâncias com propriedades antioxidantes. Isto porque à medida que envelhecemos, a produção desses agentes de combate aos radicais livres, diminui radicalmente. Aconselhamos a falar com o médico.
        Exercício Físico:
        A prática regular do exercício físico, traz vários benefícios.
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          A função cognitiva num idoso, tem tendência a diminuir, levando a estados de confusão, diminuição da memória e da concentração. Quando surge a depressão, o idoso normalmente perde o apetite e a realização das suas atividades diárias é paralelamente comprometida. Para evitar esta situação, e antes de serem necessários medicamentos, talvez seja possivel, recorrendo a soluções naturais, ultrapassar estes problemas. Plantas como a valeriana, erva-cidreira, o lúpulo e a erva de-São-João, são opções que podem ser discutidas com o médico numa primeira fase dos sintomas.
          Outras alternativas são a aniquilação do estigma relativo à depressão, de modo a que cada vez mais pessoas procurem ajuda médica e adiram ao tratamento. A aceitação desta doença e o diagnostico atempado, ajuda na redução do risco de depressão vascular (controlo hipertensão arterial, hiperlipidemia).
          Conclusão:
          A depressão não é uma consequência natural do envelhecimento. Idosos saudáveis e independentes apresentam taxas de prevalência de depressão, inferiores à da população em geral. A prevalência de depressão no idoso aumenta com o desenvolvimento de doenças médicas, especialmente cancro, enfarte e distúrbios neurológicos. As taxas de suicídio na população idosa são praticamente o dobro das que se verificam em outras faixas etárias, o que pode ser explicado pelas tentativas de suicídio serem mais eficazes. Existem vários tipos de depressão, contudo a mais frequente é a depressão com consequências significativas em termos de saúde. Para o tratamento da depressão leve em idosos, a psicoterapia é eficaz, contudo em casos de depressão moderada a severa, a combinação da psicoterapia e da farmacoterapia geralmente produz maior redução dos sintomas depressivos e maior manutenção de resposta do que cada uma destas terapêuticas isoladamente.
          Não faça parte da estatística, peça-nos ajuda.


          A importância de se manter hidratado.

          agua

          Cerca de 70% do que somos é água.
          São mais que muitos os motivos para consumirmos muita água.

          Por Pedro Lôbo do Vale, Médico (in Lifestyle)

          Sem água nenhuma espécie vegetal ou animal, incluindo o homem, poderia sobreviver. Cerca de 70 por cento da superfície terrestre está coberta por água e esta ocupa mais de 60 por cento do nosso corpo. Aliás, a água é tão preciosa à sobrevivência que, para os povos que atualmente vivem situações extremas como a guerra, a maior preocupação não é o abastecimento de alimentos, mas sim o fornecimento de água. Aliás há quem preveja, a partir da metade deste século, guerras pela posse deste precioso líquido, pelo que o seu uso deve ser racional.
          Como o nosso organismo não consegue armazená-la indefinidamente, devemos ingerir água com regularidade. Com o ritmo de vida actual, a poluição e a falta de tempo para cuidar da nossa saúde, essa necessidade é premente. A água está presente no nosso organismo, nomeadamente no sangue, nos tecidos e nas células. A título de curiosidade, saiba que o cérebro humano é constituído por mais de 70 por cento de água e, se esta percentagem diminuir em 2 por cento, as nossas capacidades físicas e intelectuais podem diminuir em cerca de 20 por cento. A água participa ativamente na digestão, na absorção, circulação e eliminação de muitas substâncias, ou seja, em quase todos os processos fisiológicos inerentes à nossa existência. A água presente no nosso organismo necessita de ser renovada de forma contínua, pois elimina do nosso corpo as toxinas, contribuindo para o seu bom funcionamento e equilíbrio. É também um importante veículo de nutrientes no organismo e ajuda a manter a temperatura corporal. A sua ingestão é essencial, por exemplo, para combater a prisão de ventre, manter a pele e o cabelo saudáveis e ajudar a prevenir as infeções urinárias.

          Habitualmente, recomenda-se uma ingestão diária de 1,5L a 2L de água. Porém, esta quantidade pode ser superior dependendo da actividade física ou profissional de cada pessoa. Durante a prática de exercício físico o corpo perde água, através do suor e, consequentemente, oligoelementos e sais minerais que é necessário repor. Assim, quando praticar desporto não se esqueça de levar sempre uma garrafa de água. Um sinal de que ingere pouca água é o facto de apenas ir duas vezes por dia à casa de banho e a urina apresentar um cheiro intenso. Nestes casos, a urina está menos diluída e o organismo está a acumular toxinas. A falta de água é ainda responsável pelo envelhecimento precoce e outras complicações como a obstipação, o aceleramento do ritmo cardíaco, concentração de toxinas, problemas digestivos e mau funcionamento do organismo em geral.
          A água é composta por magnésio, cálcio, potássio e por vezes, cobre, zinco e ferro, entre outros oligoelementos. A água da torneira tende a ser mais rica em sódio. As características das inúmeras águas diferem de acordo com a sua origem, o que condiciona a sua riqueza mineral. Por esta razão, deve alternar a qualidade da água que bebe, principalmente se sofrer de problemas de cálculos renais. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a água da torneira não deve ser excluída. Neste caso, certifique-se da sua qualidade e, se duvidar dela, poder optar por filtrá-la.
          Deve encarar a ingestão de água como um prazer e não um sacrifício. Crie o bom hábito de beber água ao longo do dia, inclusive em jejum, e não apenas quando tem sede ou às refeições. Por alternativa pode consumi-la em chás, sumos naturais ou outros alimentos. Muitos frutos e legumes são compostos maioritariamente por água, como é o caso do tomate (94%), da couve (92%) ou da melancia (91%).

          Zika. O que precisa de saber!

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          Zika, o que precisa saber!



          Este vírus manifesta-se através de febre, dor nas articulações e músculos, além de conjuntivite e manchas vermelhas na pele. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito da
          Dengue, e os sintomas normalmente surgem 10 dias após a picada.

          O Zika não se propaga entre humanos. A única forma de contrair esta doença é através da picada de mosquitos infectados. No entanto, se um mosquito que picar uma pessoa com o vírus, este torna-se automaticamente portador da doença e elemento contagiante.
          Apesar dos sintomas serem semelhantes ao Dengue, o Zika não é tão agressivo e os sintomas não são tão fortes e desaparecem entre 4 a 7 dias, no entanto, é importante consultar um médico e fazer um diagnóstico correto.

          Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe, manifestando-se através de:
          Febre, entre 37,8°C e 38,5°C;
          Dor nas articulações, principalmente das mãos e pés;
          Dor nos músculos do corpo;
          Dor de cabeça, que se localiza principalmente atrás dos olhos;
          Conjuntivite, que é uma inflamação do olho e que provoca cor avermelhada dos olhos, sensação de picada que leva a lacrimejar, inchaço das pálpebras e secreção amarela;
          Hipersensibilidade nos olhos, e maior sensibilidade à luz do dia;
          Manchas vermelhas na pele, que se iniciam na face e que se podem espalhar pelo corpo, podendo ser confundidas com sarampo;
          Cansaço físico e mental.

          Embora com menos frequência, também é possível identificar em alguns pacientes problemas digestivos, dor no abdómen, náuseas, vómitos, diarreia ou prisão de ventre.

          Durante a gravidez, é necessário um cuidado especial. O vírus pode ser contraído pelo feto provocando em situações extremas o desenvolvimento de microcefalia.

          De uma forma geral, e caso sinta o agravamento deste tipo de sintomas, consulte o seu médico.