Alimentação

Intolerâncias


nutricaoI-750x380

O essencial sobre as intolerâncias alimentares


Fala-se cada vez mais de alergias e intolerâncias aos alimentos, mas nem sempre é fácil perceber do que se trata exatamente. Explicamos-lhe o fundamental.

Por Marisa Ferreira.


Nos últimos 15 anos os casos de alergias e intolerâncias alimentares duplicaram a nível mundial, o que justifica a preocupação com este tema. Mas, o que é exatamente uma intolerância alimentar?
“Fala-se em intolerância quando o organismo é incapaz de metabolizar algumas substâncias dos alimentos, o que pode acontecer devido a um défice das enzimas responsáveis pela sua digestão. Em geral, o problema está associado à absorção da lactose – o açúcar do leite, presente no leite de origem animal – e do glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, centeio, cevada, kamut e espelta”, 
Além da deficiência enzimática pode haver outros tipos de intolerâncias como a conservantes alimentares (sulfitos, benzoato sódico e glutamato monosódico, por exemplo) ou a compostos naturalmente presentes nos alimentos, como a cafeína, os salicilatos, as aminas e o glutamato. Alimentos como os queijos curados, o vinho tinto e o chocolate, “por terem substâncias vasoconstritoras, podem provocar cefaleias, náuseas e tonturas em pessoas suscetíveis”, conclui.
Os sintomas mais comuns passam por distúrbios gastrointestinais, como diarreia e vómitos, dores nas articulações, edemas (inchaço), enxaquecas, mal-estar geral, fadiga e erupções cutâneas. “Se o alimento é consumido muito ocasionalmente, os sintomas podem ser imediatos ou ocorrer poucas horas depois. Mas se forem de consumo regular, pode não haver reação imediata e sim uma sintomatologia crónica”, explica a nutricionista.
O que fazer?

Elaborar um diário alimentar pormenorizado, registando simultaneamente os sintomas, é o ponto de partida para identificar os alimentos responsáveis pelo problema. Um dietista ou nutricionista pode orientar uma dieta de exclusão alimentar que, normalmente, dura duas a seis semanas.
Depois faz-se uma reintrodução progressiva de cada alimento de forma a chegar a um diagnóstico correto. Havendo intolerância, a solução passa usualmente por excluir ou diminuir a quantidade do alimento responsável, de forma a minimizar a incidência e intensidade dos sintomas. Em alguns casos de deficiência enzimática é possível usar suplementos de uma enzima produzida industrialmente para ajudar na digestão.
A boa notícia é que, por vezes, a intolerância alimentar é temporária. Algumas desaparecem depois de se abdicar do consume do alimento ou substância durante algum tempo. Em qualquer caso, é importante o acompanhamento de um nutricionista para evitar carências nutricionais que possam tornar-se graves.
Alergia ou intolerância?

A diferença é simples. Na alergia dá-se uma ativação do sistema imunitário em resposta a determinadas substâncias. Nas intolerâncias, na maior parte das vezes existe uma deficiência de algumas enzimas. Esta deficiência não permite a digestão de certo alimento ou causa apenas uma reação fisiológica que não provoca ativação do sistema imunitário (que é o que carateriza a alergia). As consequências também são diferentes: na alergia, sempre que se come o alimento, mesmo que em pouca quantidade, há uma reação – urticária, inchaço nos lábios, olhos e orelhas ou, em casos extremos, uma reação anafilática que pode levar à morte. Já a intolerância pode ter vários graus e, nalguns casos, os sintomas só se manifestam quando o consumo é elevado.

A Cereja!

iPad - Foto 2012-09-07 19_29_26


A Cereja!

A cerejeira é originária do Sudoeste da Ásia. Na cultura japonesa, a árvore era associada aos samurais, porque se considerava que a sua vida era tão efémera quanto a da flor de cerejeira. Esta é, alias, considerada uma das flores mais belas do mundo. No Japão, todos os anos se cumpre a tradição de ir ao parque contemplar as cerejeiras na época de florescimento, o que chama milhares de turistas. Também na Índia a flor é considerada sagrada, dizendo-se que traz sorte e abundância.
Mas falando das cerejas propriamente ditas, as cerejas não são apenas deliciosas, estas também são boas para a saúde. As Cerejas são uma excelente fonte de vitaminas e minerais, tais como: Vitamina A, B1, B2, C, Niacina, cálcio, fósforo, ferro, lipídeos e flavonoides.
Aqui estão sete razões para incluí-los em sua dieta:
Anti-inflamatórias: as cerejas ganharam fama como um dos mais poderosos anti-inflamatórios da natureza, o que significa que elas são benéficas por várias razões. Devido às antocianinas das cerejas, os investigadores mostraram a sua eficácia contra os danos dos radicais livres e a inibição das enzimas ciclooxigenase, sendo melhor do que muitos químicos anti-inflamatórios.
Benefícios para a artrite: de acordo com a Arthritis Foundation, beber sumo de cereja misturado com água três vezes por dia pode ser benéfico para pessoas com artrite. Isto devido às suas propriedades anti-inflamatórias.
Saúde do coração: um estudo da Universidade de Michigan descobriu que uma dieta que inclui cerejas reduz todos os fatores de risco para a doença cardíaca, incluindo a inflamação, gordura corporal e colesterol.
Proteção contra o cancro: investigadores descobriram que as cerejas doces ajudam na luta contra o cancro, graças ao seu alto nível de um antioxidante chamado cianidina. A cianidina é um importante eliminador dos radicais livres e também pode promover a diferenciação celular, um processo importante na luta do organismo contra as células cancerosas.
Fonte de Energia: Antocianina também é bom para o cérebro e tem sido comprovado que ajuda a melhorar a memória.
Rico em Betacaroteno: as cerejas são ricas em betacaroteno, que contém 19 vezes mais do que mirtilos ou morangos.
Ajuda no Sono: as cerejas contêm melatonina, uma hormona que regula os ciclos de sono do corpo.
Deixamos ainda algumas dicas:

1

  1. Quando comer cerejas, não desperdice os pedúnculos ou pés. Estes têm imensas potencialidades, sendo muito utilizados em naturopatia. Assim, deixe secar os pés em ambiente seco, à sombra durante cerca de uma semana. Guarde-os depois num pote e utilize-os para fazer chá.
  2. 2
  3. Utilize cerca de 50 gramas de pés de cereja por cada litro de água, deixando ferver por dez minutos. Este chá ajuda a combater infeções urinárias, pedras nos rins e vesicula biliar, ácido úrico e doenças reumáticas. Serve ainda de diurético.
  4. 3
  5. Uma forma de rentabilizar o consumo de frutas é fazer compotas caseiras, mais saudáveis do que as industriais. Além disso poderá saborear as cerejas fora da época, no inverno por exemplo. Procure cerejas mais escuras e doces, de forma a poder reduzir a quantidade de açúcar na receita.
  6. 4
  7. Pode ainda conservar as cerejas em calda, para utilizar em crepes, waffles, ou outras sobremesas, durante o ano inteiro. Pode ainda adicionar a calda de cerejas em pratos de caça, porco e aves. A imaginação é o limite.
  8. 5
  9. As cerejas têm um tempo curto para consumo. Guarde-as no frigorífico sem lavar nem tapar. Deve lavá-las apenas imediatamente antes de as consumir. Nessa altura, retire primeiro os pés e depois coloque-as debaixo da água corrente, para remover todos os vestígios de produtos químicos.


São o snack perfeito para ingerir entre refeições e um aliado para perder peso, pois ajudam a eliminar toxinas e líquidos, têm poucas calorias e contêm fibra que sacia e combate a prisão de ventre.

Stévia

Captura de ecrã 2016-01-23, às 16.53.15
(In Portal TuaSaúde)

Stévia
A stévia, também conhecida como estévia, açúcar verde e capim doce, é uma planta medicinal que pode ser utilizada para substituir o açúcar ou o mel em sucos, chás e algumas receitas.  Ela se assemelha a uma erva que pode ter até 120 cm de altura com flores de cor branca.
A stévia pode ser comprada em algumas lojas de produtos naturais e feiras livres. Seu nome cientifico é Steviarebaudiana.

Para que serve a Stévia
A stévia serve para o tratamento de dor de dente, azia, diabetes, depressão, fadiga, infecções, candidíase, inflamações na gengiva, reduz a pressão arterial e reduz a necessidade de cigarro e do álcool.

Propriedades da Stévia
A stévia possui propriedade adoçante, hipoglicêmica, hipotensiva, estimulante, digestiva, tônica, diurética, antibacteriana e antifúngica e previne a cárie dentária.

Modo de uso da Stévia
A Stévia pode ser usada em forma de chás, adoçantes em pó ou líquido, cápsulas, tinturas, gomas de mascar e enxaguante bucal.
    Efeitos colaterais da Stévia
    A stévia pode acelerar os batimentos cardíacos e se ingerida em doses elevadas pode abaixar a pressão arterial.
    Contraindicações da Stévia
    Não são conhecidas contraindicações para o uso de stévia.