Saúde

Reiki, o que é?

Reiki

Reiki, o que e porque?
O que é o reiki?
O Reiki é forma de tratamento energético natural que ajuda a resolver vários problemas quer sejam físicos, mentais ou espirituais.
A palavra Reiki é de origem japonesa e significa força vital ou energia vital que vem de vida.

Energia vital, o que é isso?
Dito de uma forma simples, energia vital é uma força que todos nós possuímos, responsável pelo equilíbrio e manutenção da vida, que influência o estado de saúde.
Todos os organismos vivos têm energia à sua volta, as células, os pulmões, o coração, a pernas, tudo no nosso corpo tem energia.
Quando estamos doentes, preocupados, stressados essa energia diminui e não circula de forma normal. Para terem noção quando uma mangueira está dobrada a água corre até ao lugar onde está a dobra e não passa, ou passa em menor quantidade. Quando temos um problema acontece a mesma coisa com a energia da vida. O problema bloqueia a passagem livre da energia pelo nosso corpo.
Outra característica da energia vital é que é uma energia inteligente. O que é que eu quero dizer com isto? Ela sabe onde está em falta e tende a passar de onde há mais para onde há menos.
Acontece algumas vezes, e a maior parte das pessoas desconhece a razão, estar-se a falar com alguém e ficar-se com dor de cabeça ou com sensação de cansaço. Isso acontece porque a outra pessoa tinha menos energia e o corpo dela foi buscá-la a quem ficou cansada ou com dor de cabeça (chamamos a este processo vampirismo energético; este processo não é consciente e nenhuma das pessoas tem culpa, é a energia que automaticamente tende a socorrer quem precisa). Então a outra pessoa recupera os níveis de energia e por vezes até ouvimos dizer: fez-me tão bem falar contigo, ou já me sinto mais leve ou melhor.
Portanto todos os seres vivos têm energia vital. O corpo de uma pessoa quando morre parece nos diferente, ou melhor é o mesmo corpo, mas é diferente porque nada funciona, não tem a energia da vida.

Então o Reiki é essa energia vital que ajuda a restabelecer e harmonizar o corpo. Como é que surgiu o Reiki?
O Reiki, tal como todos os sistemas de tratamento ou de harmonia do corpo, que utilizam a energia desenvolveu-se no Oriente (no que é atualmente o Japão, a China, o Tibete e outros locais). Existem referências da utilização da energia vital como forma de tratamento nos povos mais antigos há milhões de anos, teve vários nomes consoante a civilização, mas a energia e os princípios de aplicação eram os mesmos. Os professores ensinavam as crianças como ter acesso a esta energia e como a utilizar.
Com o desaparecimento de várias civilizações mais evoluidas e com a necessidade da explicação científica acerca de tudo, este ensino foi se perdendo. Não havia conhecimentos para o explicar cientificamente.
Foi um senhor japonês, Mikao Usui, que redescobriu na segunda metade do século XIX, a forma de aceder a esta energia e como a utilizar para ajudar a tratar várias situações. O Sr Mikao Usui interessava-se pelo uso da energia como forma de tratamento e ainda jovem aprendeu a usar a sua própria energia para tratar pessoas. Mas ao doar a sua própria energia, ficava muito cansado e por vezes após tratar os outros ficava ele com dores. Então o que ele queria, era descobrir a forma de utilizar uma energia de tratamento que não fosse a dele.
Ao longo da sua vida foi estudando vários assuntos, inclusive medicina e formas de desenvolvimento pessoal. Já adulto, após um período difícil na sua vida, o Sr Usui converteu-se ao budismo e tornou se monge. Depois de um período de 21 dias em jejum, a orar e meditar recebeu a energia vital. A energia que ele poderia utilizar para ajudar a curar se a ele próprio e a outras pessoas sem ficar cansado nem com dores, porque já não estaria a utilizar a sua energia.

Como é que o Reiki chegou a Portugal?
Este senhor, Mikao Usui continuou a viajar por vários países e foi dando a conhecer o reiki e ensinando-o e aos poucos começou a ser utilizado por todo o mundo.

Como é que as pessoas podem usufruir do Reiki?
De duas formas, ou por intermédio de um terapeuta de Reiki ou diretamente através delas próprias se fizerem uma iniciação em Reiki com um Mestre e Professor de Reiki.

O que é um Mestre de Reiki?
Mestre de Reiki é o reikiano que atingiu o nível mais elevado de energia de cura Reiki. É o professor, só ele pode formar reikianos.

O reiki é uma forma de tratamento, em que o reikiano coloca as mãos sobre o corpo da pessoa para transmitir energia. Mas o ato de pormos as mãos sobre uma zona dolorosa não é especifica do Reiki, já nasce connosco.
De fato, quando sentimos dor ou desconforto nalguma região do nosso corpo temos tendência a tocar nessa zona. E é um gesto que ensinamos desde tenra idade às crianças. Quando uma criança se magoa acariciamos ou damos um beijo na zona da dor e a criança tende a ficar mais calma. Até os animais quando têm uma ferida lambem a zona da ferida. Se formos a ver lamber também pode ser considerado uma forma de tocar. Tocar e acariciar são gestos que nascem connosco. O toque humano transmite calor, serenidade, carinho e amor.

Diga-nos, então qual é a diferença entre o toque do Reikiano e o de outra pessoa que não seja reikiana.
O reikiano pode transmitir através das mãos tudo o que pode transmitir qualquer pessoa não reikiana ao tocar em alguém. Repito: calor, serenidade, carinho, amor a sua própria energia; mas além disto o reikiano também transmite energia de cura ou energia vital, sem interferir com a energia do terapeuta.
O reikiano funciona como um canal, ou uma mangueira que está ligada à energia vital. Essa energia passa pelo reikiano como passaria a água pela mangueira em direção ao corpo das pessoas.

Como é que funciona o Reiki no nosso corpo?
O corpo humano tem a capacidade natural de limpeza, de purificação e tem também o poder de curar. A febre, por exemplo, é uma forma de defesa natural do nosso corpo. A temperatura do corpo aumenta para matar as bactérias, os vírus que nos fazem mal. O Reiki ajuda-nos a aumentar essa nossa capacidade natural de limpeza e de cura, porque faz com que os níveis de energia voltem à normalidade. A pessoa que recebe o Reiki relaxa, o seu sangue circula melhor o que faz com que o corpo esteja melhor alimentado e oxigenado. Desta forma o corpo e a mente atingem um estado de relaxamento profundo e bem-estar, facilitando a cura.

Que tipos de situações podem ser tratadas com Reiki?
O Reiki pode ser utilizado para aliviar qualquer tipo de dor, para acalmar, aliviar o stress, no controle da ansiedade, para promover tranquilidade e paz, para minimizar os efeitos da quimioterapia em pacientes com cancro, para controlar insónias, no tratamento de crianças hiperativas e em muitas outras situações.
Eu utilizo-o como complemento do tratamento de todos os meus pacientes. Sei que me ajuda muito a conseguir bons resultados.


Quem é que pode receber a Terapia Reiki?
Todas as pessoas, desde o bebé ao idoso. Todos podem receber energia Reiki.

Existe algum ensinamento, algum principio do Reiki que todos possamos usar para melhorar a nossa vida, independentemente de sermos reikianos ou não?
Sim. O Reiki é também um sistema de auto ajuda que se baseia em 5 princípios básicos, sobre os quais todos (quer sejamos reikianos ou não) podemos e devemos refletir, e que ao serem praticados tornam a nosso dia a dia bem melhor.
Esses princípios são os seguintes:
Só por hoje, não me preocupo
Só por hoje, não me irrito nem critico
Só por hoje, agradeço as minhas bênçãos e sou humilde
Só por hoje, ganho a vida honestamente
Só por hoje, sou gentil e amável com todos os seres vivos.


Conseguir praticar isto era muito bom. Mas nem sempre as circunstâncias da vida o permitem.
Pois, tem razão. Mas também sei e sabemos que muitas vezes somos nós próprios que criamos os problemas, que lhe damos mais importância do que realmente têm, que sofremos por antecedência, que complicamos a vida, que não somos honestos connosco próprios nem com os outros. Estes princípios dizem-nos duas coisas “Ama-te” e “Ama os outros”. Jesus disse nos “Ama o próximo como a ti mesmo”.
O provérbio popular “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” vai também de encontro a estes princípios.
A maior parte dos nossos dias só dependem do que nós queremos e ao que damos importância. E só quando estamos bem connosco próprios podemos estar bem com os outros e com o mundo. Ao não permitirmos preocuparmo-nos mais do que o necessário, não nos irritarmos, agradecer tudo de bom que temos na nossa vida, e se olharmos com atenção é muito mais do que o que temos de menos bom ou mau. Ao sorrirmos... Tudo isto nos leva a encarar a vida com outra disposição, com mais alegria e felicidade. Seguir estes princípios é uma opção nossa.

Costuma fazer tratamentos de Reiki a pacientes com cancro?
Sim. Dito por palavras deles, vêm à procura de bem-estar, conforto, harmonia interior e paz. Dizem também que o reiki os ajuda a aguentar melhor os efeitos secundários da quimioterapia, como náuseas e vómitos e que se sentem mais relaxados.
Já existem estudos científicos que comprovam que o reiki ajuda o corpo a desintoxicar após a quimioterapia.
O reiki também ajuda a aceitar a doença, ficando o paciente mais calmo. O nervosismo não ajuda a recuperação. A serenidade é melhor aliada na luta contra o cancro do que a agitação, a fúria ou os estados depressivos.

Mas o reiki substitui os tratamentos médicos?
Não, de maneira nenhuma. O objetivo do reiki não é substituir nenhum tratamento médico nem em pacientes com cancro, nem em nenhuma outra situação. O reiki funciona como um complemento do tratamento médico.

O Reiki é disponibilizado pelo serviço de nacional de sáude?
Não. É uma terapia que se faz particularmente ou disponibilizada por algumas associações aos seus associados.
Mas é disponibilizado em algumas unidades de alguns serviços públicos, como na oncologia do Hospital de São João no Porto. A administração autorizou a aplicação da terapia reiki aos doentes oncológicos em ambulatório. Só quem acompanha de perto estas pessoas consegue imaginar o seu sofrimento, e se podermos fazer alguma coisa para minimizar esse sofrimento devemos fazê-lo. Bem hajam estes senhores ao terem autorizado este projeto que tem sido muito positivo para os pacientes. E bem hajam os enfermeiros do São João com formação em reiki que voluntariamente disponibilizam o seu tempo pessoal para ajudar essas pessoas.
Volto a referir, porque é importante que algumas associações de apoio a doentes com cancro disponibilizam gratuitamente sessões de reiki aos seus associados. Se precisarem procurem a ajuda das associações.

Porque é que a administração do Hospital de São João teve esta iniciativa?
A iniciativa surgiu após uma enfermeira ter realizado uma investigação onde demonstrou os benefícios do reiki em pacientes com leucemia e linfoma que estavam a ser acompanhados lá no hospital.

Enviar Reiki à distância? Isto é algum tipo de magia?
Não. Não existe magia, nem nada de sobrenatural na aplicação do Reiki. Reiki é a energia da vida e quando o corpo ou a mente não estão bem essa energia diminui. O Reiki tem a capacidade de restabelecer essa energia.
Talvez se possa entender a eficácia do Reiki à distância com este pequeno exemplo. Já me aconteceram várias situações similares e certa que a muitas outras pessoas também. Vou contar uma que me aconteceu há pouco tempo. Estava a trabalhar e ia ter uma reunião e apeteceu-me comer um doce. Peguei no telemóvel e enviei uma mensagem para passarem na pastelaria e me trazerem qualquer coisa. Estava praticamente eu a terminar de enviar a mensagem e a pessoa a chegar. Pensei, deveria ter enviado a mensagem mais cedo.
Nisto lá vejo eu um saco da pastelaria com uma coisinha para mim. Portanto, há coisas assim, que simplesmente não as conseguimos ver e muitas vezes justificar, mas aconteceu me como muitas mais e se pensarem bem em algum momento das vossas vidas já alguém “adivinhou” alguma necessidade, ou esteve presente por acaso num determinado momento em que precisavam. Talvez seja também por um processo semelhante a este que consegue enviar o Reiki à distância.



Stévia

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(In Portal TuaSaúde)

Stévia
A stévia, também conhecida como estévia, açúcar verde e capim doce, é uma planta medicinal que pode ser utilizada para substituir o açúcar ou o mel em sucos, chás e algumas receitas.  Ela se assemelha a uma erva que pode ter até 120 cm de altura com flores de cor branca.
A stévia pode ser comprada em algumas lojas de produtos naturais e feiras livres. Seu nome cientifico é Steviarebaudiana.

Para que serve a Stévia
A stévia serve para o tratamento de dor de dente, azia, diabetes, depressão, fadiga, infecções, candidíase, inflamações na gengiva, reduz a pressão arterial e reduz a necessidade de cigarro e do álcool.

Propriedades da Stévia
A stévia possui propriedade adoçante, hipoglicêmica, hipotensiva, estimulante, digestiva, tônica, diurética, antibacteriana e antifúngica e previne a cárie dentária.

Modo de uso da Stévia
A Stévia pode ser usada em forma de chás, adoçantes em pó ou líquido, cápsulas, tinturas, gomas de mascar e enxaguante bucal.
    Efeitos colaterais da Stévia
    A stévia pode acelerar os batimentos cardíacos e se ingerida em doses elevadas pode abaixar a pressão arterial.
    Contraindicações da Stévia
    Não são conhecidas contraindicações para o uso de stévia.

    Cancro. O que é?

    cancro
    (In Portal da Saúde)


    Saiba o que é o cancro, como pode ser detectado precocemente e quais os factores de risco.


    O tempo é determinante no combate ao cancro. Informe-se e, pela sua saúde, consulte o médico quando suspeitar dessa situação. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.

    O que é o cancro?
    A palavra cancro é utilizada genericamente para identificar um vasto conjunto de doenças que são os tumores malignos.
    Os tumores malignos são muito diversos, havendo causas, formas de evolução e tratamentos diferentes para cada tipo. Há, porém, uma característica comum a todos eles: a divisão e o crescimento descontrolado das células.
    Todos os tumores são cancros?
    Não.
    Existem dois tipos de tumores: os benignos e os malignos. Neoplasia é também uma designação frequente para tumor.
    Os tumores malignos, ao contrário dos tumores benignos, possuem duas características potenciais, que podem ou não estar expressas na altura em que a doença é diagnosticada:
    • Podem-se espalhar por metástases, isto é, aparecer tecido tumoral noutros órgãos diferentes daquele de onde se origina (por exemplo: fígado, pulmão, osso, etc);
    • Podem infiltrar outros tecidos circunvizinhos, incluindo órgãos que estão próximos.
    Os tumores malignos são aqueles a que normalmente chamamos cancro. As doenças cancerosas são também designadas por oncológicas.
    Como surge o cancro?
    O cancro surge quando as células normais se transformam em células cancerosas ou malignas. Isto é, adquirem a capacidade de se multiplicarem e invadirem os tecidos e outros órgãos.
    A carcinogénese, o processo de transformação de uma célula normal em célula cancerosa, passa por diferentes fases. As substâncias responsáveis por esta transformação designam-se agentes carcinogéneos. São exemplos de carcinogéneos as radiações ultravioletas do sol, os agentes químicos do tabaco, etc.
    Para que se desenvolva um cancro é necessário que, de forma cumulativa e continuada, se produzam alterações celulares durante um largo período de tempo, geralmente durante anos.
    Como resultado, cresce o número de células que apresentam alterações de forma, tamanho e função e que possuem a capacidade de invadir outras partes do organismo.
    Como é que se diagnostica um cancro?
    Um cancro pode ser suspeitado a partir de várias pistas: as queixas que o doente refere, a observação médica, diversos exames médicos (análises, TAC - tomografias axiais computorizadas e muitos outros – a definir consoante a circunstância) ou as achadas numa cirurgia.
    Mas para confirmar o diagnóstico de um cancro é geralmente necessário uma amostra do tumor (biópsia). A análise dessa amostra permite determinar se a lesão é um cancro ou não. Este estudo dos tecidos (análise histológica)  permite classificar e saber, na maioria dos casos, quais são os tecidos e as células das quais provém o tumor e quais são as características das mesmas. Por vezes é possível diagnosticar ou suspeitar de um cancro através da análise de células colhidas em locais de acesso superficial (citologia exfoliativa de, por exemplo, o colo do útero) ou por punção com aspiração das células (citologia aspirativa) Estes factores são fundamentais para determinar o tratamento mais adequado em cada caso.

    Quais são os tipos de cancro?
    Os cancros classificam-se de acordo com o tipo de células avaliado pela anatomia patológica, em:
    • Carcinoma - Tumor maligno que se origina em tecidos que são compostos por células epiteliais, ou seja, que estão em contacto umas com as outras, formando estruturas contínuas, como, por exemplo, a pele, as glândulas, as mucosas. Aproximadamente 80 por cento dos tumores malignos são carcinomas.
    • Sarcoma - Tumor maligno que tem origem em células que estão em tecidos de ligação, por exemplo ossos, ligamentos, músculos, etc. Nestes, as células estão unidas por substância intercelular e não são epitélios, são tecidos conjuntivos.
    • Leucemia - Vulgarmente conhecida como o cancro no sangue. As pessoas com leucemia apresentam um aumento considerável dos níveis de glóbulos brancos (leucócitos). Neste caso, as células cancerosas circulam no sangue e não há normalmente um tumor propriamente dito.
    • Linfoma - Cancro no sistema linfático. O sistema linfático é uma rede de gânglios e pequenos vasos que existem em todo o nosso corpo e cuja função é a de combater as infecções. O linfoma afecta um grupo de células chamadas linfócitos. Os dois tipos de linfomas principais são o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin.

    É possível detectar o cancro precocemente?
    Alguns tipos de cancro podem ser detectados precocemente.
    A detecção precoce e o tratamento adequado imediato levam ao prolongamento do tempo de vida. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.

    Quais são os métodos de detecção precoce?
    Consoante o tipo de tumor existem exames que podem permitir uma detecção precoce de alguns cancros. Para alguns tumores justifica-se a realização de exames de rotina a toda a população em risco para a detecção precoce de neoplasia. O tipo de exame varia consoante o tumor que se procura. Por exemplo, mamografia (radiografia das mamas) para o cancro da mama feminina ou citologia (exame das células) do colo do útero ou, ainda, pesquisa de sangue nas fezes para o cancro do intestino grosso (cólon). Nem todos os tumores justificam exames de rotina para a sua detecção em população sem sintomas ou sinais de suspeição. O seu médico saberá quais os exames indicados e os momentos adequados para os fazer.

    Quais são os sintomas a que se deve estar atento?
    Os sintomas que acompanham com maior frequência os diferentes tipos de cancro e para os quais deve estar atento são:
    • Nódulo (caroço) ou dureza anormal no corpo. A maioria dos nódulos ou úlceras pode dever-se a manifestações benignas, mas não deve descurar a hipótese de se tratar de uma lesão maligna.
    • Dor persistente no tempo (que não desaparece com analgésicos) e da qual deve informar o seu médico.
    • Sinal ou verruga que se modifica.
    • Perda anormal de sangue ou outros líquidos. Uma hemorragia vaginal, urinária, pelas fezes, na expectoração, etc., pode ser um sintoma de uma doença benigna, mas também pode ser sintoma de um tumor maligno que se origina no útero, vagina, cólon ou pulmão.
    • Tosse ou rouquidão persistente. Tosse ou rouquidão que persiste mais de duas semanas e que não desaparece com tratamento sintomático deve ser analisada por um otorrinolaringologista. Deve ter especial atenção se é fumador.
    • Alteração nos hábitos digestivos, urinários ou intestinais. Na maioria das ocasiões pode tratar-se de uma lesão benigna. A modificação dos hábitos intestinais, a alternância dos mesmos e a alteração da cor das fezes podem indicar a necessidade de um estudo para descartar a existência de um cancro colorectal.
    • Perda de peso não justificada. A perda de peso sem fazer dieta, mantendo os mesmos hábitos alimentares e sem aumentar a actividade física deve ser valorizada.




    Que testes de rastreio devem ser feitos?
    De acordo com uma Recomendação do Conselho da União Europeia à Comissão e aos Estados Membros, devem ser feitos os seguintes testes de rastreio:
    • Rastreio do cancro do colo do útero: realização do Teste de Papanicolau - a iniciar entre os 20 e os 30 anos;
    • Rastreio do cancro da mama: realização de mamografia nas mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos;
    • Rastreio do cancro colorectal: pesquisa de sangue oculto nas fezes em homens e mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos.
    A ocorrência de determinadas doenças prévias no indivíduo e, especialmente, a ocorrência de determinadas doenças oncológicas em familiares próximos podem justificar um plano de rastreio diferente, a definir pelo médico

    Factores de risco e formas de prevenção
    De acordo com o código europeu contra o cancro (CECC).
    • Fumar. Não fume. Se é fumador, deixe de o ser o mais rapidamente possível. Não fume na presença de não fumadores.
    • Obesidade. Evite a obesidade.
    • Pratique, diariamente, exercício físico.
    • Aumente a ingestão diária de vegetais e frutos e limite a ingestão de alimentos contendo gorduras animais.
    • Modere o consumo de bebidas alcoólicas, tais como cerveja, vinho e bebidas espirituosas.
    • Evite a exposição demorada ou excessiva ao sol. É importante proteger as crianças, os adolescentes e os adultos com tendência para queimaduras solares.
    • Cumpra as instruções de segurança relativas a substâncias ou ambientes que possam causar cancro.
    • As mulheres devem participar no rastreio do cancro do colo do útero (Papanicolau).
    • As mulheres devem participar no rastreio do cancro da mama.
    • As mulheres e os homens devem participar no rastreio do cancro do cólon e do recto.
    • Participe em programas de vacinação contra a Hepatite B de acordo com as normas da Direcção-Geral da Saúde.

    A Actividade Física.

    exercicioidosos
    (In Portal da Saúde)

    Benefícios da actividade física para crianças e adolescentes, mulheres, idosos activos e indivíduos com incapacidades.


    Crianças e adolescentes

    O exercício físico regular fornece aos jovens inúmeros benefícios (físicos, mentais e sociais) para a saúde.
    Os estudos mostram que:

    • Nos adolescentes, quanto mais participarem em actividades físicas, menor será a probabilidade de virem a fumar;
    • Nas crianças que são mais activas fisicamente verifica-se um melhor desempenho académico; 
    • Os jogos de equipa promovem de forma positiva a integração social e facilitam o desenvolvimento das capacidades sociais dos adolescentes.

    No entanto, os jovens, hoje em dia, estão cada vez mais inactivos, inadaptados e a aumentar excessivamente de peso.  É necessário unir esforços na promoção do exercício físico e desporto nos jovens.
    As
    escolas têm a oportunidade única de providenciar exercício físico adequado para todos os jovens, em igualdade de circunstâncias, através de programas oficiais de educação física, programas desportivos escolares e iniciativas desportivas ou actividades físicas após o horário escolar.

    Mulheres

    O exercício físico regular ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares, responsáveis, nos países em desenvolvimento, por metade das mortes em mulheres acima dos 50 anos.
    Estudos recentes mostram que exercício físico moderado e a modificação dos hábitos alimentares podem prevenir mais de metade dos casos de diabetes não insulino-dependente.
    O exercício físico também pode ajudar a prevenir e a tratar a osteoporose. As mulheres, particularmente após a menopausa, têm maior risco do que os homens de desenvolver osteoporose.

    A frequência de depressão nas mulheres é quase o dobro da dos homens, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. Por isso, reduzir o
    stress, a ansiedade, a depressão e a solidão através do exercício físico resulta em benefícios evidentes.

    No entanto, é necessário não esquecer o facto de que, principalmente nos países em desenvolvimento, nas áreas rurais e peri-urbanas de baixo nível socioeconómico, as mulheres podem estar fisicamente exaustas devido a actividades físicas "ocupacionais", dentro ou fora de casa. Há que aconselhar actividades físicas mais adequadas à sua condição específica e possivelmente adaptá-la a actividades de lazer.


    Pessoas idosas activas

    O aumento do número de pessoas idosas é um sinal positivo do desenvolvimento. No entanto, acarreta um significativo acréscimo nos custos para os serviços de saúde e sociais, dependendo da saúde e capacidade funcional da população idosa.

    O exercício físico é importante para as pessoas idosas saudáveis, aumentando e mantendo a qualidade de vida e independência dos idosos. A actividade física melhora a força, o equilíbrio, a coordenação, a flexibilidade, a resistência, a saúde mental, o controlo motor e a função cognitiva. Ajuda a prevenir as quedas (a maior causa de incapacidade entre a população idosa).

    Caminhadas e sessões organizadas de exercício físico, adequadas a cada idoso, permitem o convívio social, reduzindo sentimentos de solidão ou de exclusão social.

    Indivíduos com incapacidades

    Às pessoas com incapacidades devem ser fornecidas oportunidades e suporte para poderem praticar desporto e exercício físico adaptado às suas condições físicas.

    O objectivo é ajudar as pessoas com incapacidades a melhorarem a sua força muscular, o seu bem-estar psicológico e a sua qualidade de vida, aumentando a possibilidade de poderem praticar diariamente actividade física.