Urologia

Cancro da Próstata.

thumbs.web.sapo.io




Cancro da Próstata. Vamos desmistificar.

Facto: Em Portugal são diagnosticados por ano entre 3000 a 4000 novos casos, e morrem cerca de 1800 homens anualmente.
É efetivamente um flagelo, no entanto e quando diagnosticado a tempo, o cancro da próstata tem cura.


Esta é considerada a segunda causa de morte no sexo masculino. «O cancro da próstata, nos seus estadios iniciais, não dá sintomas e é nessa fase que é tratável. Quando o cancro da próstata dá sintomas, muito provavelmente, não terá cura», alerta um especialista. Na fase em que o cancro da próstata está localizado e é silencioso, ou seja, assintomático, a taxa de cura ronda os 85%. «Se o homem for voluntariamente ao médico de família ou ao urologista, a deteção precoce é facilitada», reforça o especialista.
O estigma e o medo associados aos exames realizados para despistar as doenças da próstata, após os 45 anos, deverão ser combatidos pois que, controvérsias à parte, só dessa forma é que se consegue combater este tipo de patologias e diminuir o número de mortes que elas provocam”.

Apesar das causas do cancro da próstata não serem conhecidas, sabe-se que o fator hereditariedade e idade têm um grande peso. A deteção pode ser feita com o doseamento do PSA (antigénio específico da próstata), uma análise ao sangue que doseia uma substância libertada pela próstata para a corrente sanguínea. A subida deste valor levanta a suspeita da doença, devendo ser complementada com o exame do toque retal.

Prostatite, Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP) e Cancro da Próstata são os tipos de patologia da próstata mais frequentes, sendo que a incidência destas duas últimas doenças tem sido maior nas últimas décadas, devido não só ao aumento da esperança média de vida, mas porventura também com as alterações dos hábitos alimentares e pelos novos métodos de diagnóstico.

Embora o cancro da próstata seja usualmente a doença mais falada, a HBP é a patologia prostática mais frequente, dando origem a cerca de 10.000 cirurgias por ano e atingindo metade dos portugueses com 60 anos e 90% com 80 anos. Há homens que não dão muita importância aos sinais de HBP, embora eles estejam presentes. Até ao dia em que, subitamente, não conseguem urinar.

A vigilância médica periódica é essencial para despistar o cancro da próstata, uma vez que este não apresenta sintomas numa fase inicial. Apesar de ser a segunda causa de morte por cancro no homem nos países ocidentais, a sua possibilidade de cura é de 85% quando detetado precocemente.



Como prevenir

Para o diagnóstico do cancro da próstata, a análise ao PSA e a palpação da próstata são essenciais. «São exames que se complementam porque, ao realizar ambos, encontram-se situações que um ou outro exame não detetaram», esclarece Tomé Lopes, reputado especialista na área. E relativamente aos muitos mitos associados ao toque retal, o urologista tranquiliza os mais receosos e defende que se trata de «um exame simples, indolor e muito fácil de realizar». A mensagem mais importante a reter é mesmo tratar precocemente enquanto a doença está localizada na próstata.


Como tratar

O tratamento depende dos doentes, da idade e das patologias que tenha. Existem três grandes tratamentos para a doença localizada de cancro da próstata: a prostatectomia radical, que pode ser feita por vários meios (cirurgia aberta, cirurgia laparoscópica clássica ou robótica), a radioterapia externa e a braquiterapia prostática. «Esta é uma forma de radioterapia localizada e que se realiza através de umas agulhas sob anestesia geral para diminuir as complicações da radioterapia noutros órgãos e para diminuir a possibilidade de afetação sexual», sublinha o mesmo especialista.